quarta-feira, dezembro 26, 2007

Pocket show de fim de ano

Festa de fim de ano da empresa "c'est tout la même chose!" (ah, fala sério, mas a dona Heloísa, minha professora de inglês do ginásio ficaria orgulhosa de mim agora, hein??) Porém, este ano, fui convidada para uma festinha muito diferente: um pocket show na Take 5. O encontro caiu justo no dia do meu aniversário de casamento e quase não fui. Porém, o Alceu (filho) me convenceu a levar o "maridão" (pra usar a expressão dele) e foi o máximo!! Aliás, o nome da produtora foi inspirado na famosa música. A explicação está no site.

O show de música instrumental brasileira, conduzido pelo excelente músico Michel Leme, foi excelente!!! Foi muito legal!! A idéia é dar espaço para os músicos tocarem o que quiserem, gostarem, e, enquanto tocam, os meninos produzem um DVD. E tem mais! Foram servidas pizzas de "A Tal da Pizza" - tudo muito bom. Estão todos de parabéns!! E que em 2008 a "Confraria da Música" aconteça mais vezes.

Me lembrou muito a época em que eu era jornalista de "variedades" - era bom e eu gostava.

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Feliz Natal!!

Sei que já tá meio batido o elfo dançando.
Mas é engraçado.
E a idéia é dar risada nesse Natal.
E que o bom humor continue em 2008.
Quer ver a minha família dançando??
Tá aqui, ó:
http://www.elfyourself.com/?id=1647680071

Enjoy!!

Até 2008!

quarta-feira, dezembro 19, 2007

As pessoas mais importantes estavam lá!

O Tom, a Rafa e a Biba. Depois chegou a Adriana, a irmã dela (Andréa) e a amiga. Depois chegou minha mãe. E quase no finalzinho chegou a Eli. Fomos comemorar com um lanche no Milk & Mellow.

terça-feira, dezembro 18, 2007

É HOJE!!!

Nem dormi direito essa noite, pensando nas dedicatórias... Autógrafo.... Putz, é muito estranho.
Fiquei pensando em uma coisa interessante, inteligente, criativa pra escrever, mas tinha que ser curta, pra não cansar demais e pra fila não ficar longa.
Daí, fiz uma busca n Google sobre "dedicatórias de livros". Mas eu não queria copiar nada de algum autor famoso. Cadê a minha originalidade??
Daí achei um post de um blog em um site que traduz muito do que eu tô sentindo hoje.
Não sei como vai ser. Não sei se vou lembrar do nome da primeira pessoa para quem vou escrever a dedicatória, p/ todo o sempre. Não sei de nada.
Isso dá um frio na barriga, aquela história das borboletas voando na boca do "estômgo", sabe?
Ai, caramba.
Não tenho concentração pra escrever a matéria sobre BPO que eu precisava terminar hoje.
Mas é só uma coletânea e vou sobreviver, né? Espero que sim. Depois eu conto.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Porque não entendem nossos e-mails

Descobri agora no Blue Bus:

"...só 26% dos brasileiros entre 15 e 64 anos encontram-se no nível pleno de alfabetizaçao, ou seja, tem hoje condiçao de ler e compreender integralmente um texto longo. Esse dado é de uma pesquisa feita em 2005 pelo Instituto Paulo Montenegro, mantido pelo Ibope, que revela ainda que 7% da nossa populaçao é analfabeta, 30% dos brasileiros estao no nível de alfabetizaçao rudimentar, conseguindo apenas ler títulos ou frases e localizar uma informaçao bem explícita e 38% alcançaram o nível básico, traduzido pela capacidade de ler textos curtos que exijam pequena inferência".

Já viu, né? A situação tá preta.

A questão é que o autor conclui pedindo para a gente doar os livros que não pretendemos mais reler. Mas eu não consigo fazer isso... Tenho (MUITAS) saudades até hoje da minha coleção de livros infanto-juvenis coloridos, da Editora Abril, quinzenais, cada capa de uma cor diferente: "A Ilha do Tesouro", "A Família Robinson", "Moby Dick", "As Aventuras de Tom Sawyer", etc...

quinta-feira, dezembro 06, 2007

A profissão 2

Fico lisonjeada por ter leitores tão bacanas aqui no meu modestíssimo "Efeito Pimenta"! Os comentários sobre o post anterior foram tão legais, que resolvi publicar como post, p/ dar continuidade à discussão sobre a nossa profissão.

O fato de ser geminiana me dá a prerrogativa de mudar de opinião, o que acho ótimo! Se eu estava meio desanimada, quando fiz o post, agora estou acreditando que o jornalismo tem, sim, futuro. Principalmente pelo comentário da Amanda, que você vai ler logo abaixo.

O fundamental, acredito eu, é não perder de vista o papel transformador da sociedade que o jornalismo pode (e deve) ter. Ainda que nem todos os veículos e as editorias consigam isso, esse deve ser o motivador que impulsiona o jornalista a procurar suas pautas e a produzir suas reportagens sobre a realidade, buscando sempre melhorá-la.

Bom, vamos às opiniões dos meus queridos leitores:

Alexandre Carvalho said...
Se correrem atrás e abraçarem a profissão como alguém que realmente tem paixão pelo que deseja fazer na vida, poderão ter um bom futuro, sim.Tudo é uma questão de prioridades. Há quem termine a faculdade sem saber direito o que quer da vida. Há também quem se diga jornalista, mas somente dentro da empresa. Ou seja, não têm o jornalismo no sangue, não têm sede de informação. Esses, na minha opinião, vão penar um bocado (se é que irão conseguir alguma coisa na área).
O que vejo atualmente é muita gente reclamando sem ter razão, achando apenas que o mundo foi injusto com eles, entre outras bobagens. Quando o problema é apurado, a gente vê que a causa está no próprio indivíduo, que passou o tempo todo acomodado, esperando as coisas caírem do céu.
Posso ser um pouco radical, mas pergunte a qualquer jornalista que esteja parado há tanto tempo o que ele tem feito para se aprimorar na profissão. Quantos desses estão antenados com as novidades que envolvem o jornalismo online? Quantos desses sabem inglês? Quantos sabem lidar bem com a Internet?
Enfim, isso gera assunto para mais dez posts, se você quiser.
12:27 AM

Carol said...
Acho que pior até que as pessoas talentosas que não conseguem uma colocação, são as pessoas sem talento algum que vemos em altos cargos de chefia, com ótimos salários. Não existe critério no jornalismo, isso é que é triste. Enquanto que em outras profissões você pode se dar bem por ser bom naquilo que faz, por se destacar, no jornalismo essa não é a regra. Tenho dó desses vestibulandos.
5:35 PM

Milton Toshiba said...
Silvia, admiro muito os jornalistas, principalmente de rádio e jornais. A gente fica imaginando, como são as pessoas, tão inteligentes que falam diariamente, que chegam a ser um fetiche. :)
7:10 PM

Amanda Gelumbauskas said...
Oi Silvia!Estava revendo umas anotações no meu caderno de palestras da Unicsul e achei anotações da que você fez no campus Anália Franco. Foi uma ótima palestra! Anotei o endereço do seu blog e agora prometo passar sempre por aqui!
Esse assunto do seu post você também levantou na palestra, sobre o futuro do estudante de jornalismo.
Eu não sei que futuro o jornalismo vai ter e talvez seja isso o que mantém essa atividade mais fascinante e ao mesmo tempo, traiçoeira e cativante. Num futuro não tão distante, o jornalista vai ter de encarar novos desafios, mais difíceis e por isso ainda mais sedutores. Com as novas tecnologias da comunicação e a interatividade que automaticamente lhe associa, a tarefa da informação e da formação de opiniões será divida cada vez mais por emissores e receptores e, a possibilidade do jornalismo perder o monopólio da informação não pode ser descartada. Apesar de tudo, deve ser por isso que a irresistível descoberta do novo território jornalístico reside nos meus sonhos e nas pessoas que ingressam nessa aventura do mundo da informação, o jornalismo. Como estudante ainda, consigo atuar na área uma vez ou outra. É preciso persistência e ter o jornalismo no sangue.
É o que acho!
Beijos!
ps. Visite o meu blog quando puder: www.malagueta.wordpress.com
Amanda Gelumbauskas
8:36 PM

terça-feira, dezembro 04, 2007

A profissão


Essa profissão de jornalista deve parecer muito glamurosa mesmo, vista de longe. Só isso explica que essa carreira seja a mais concorrida da Fuvest.


Fico pensando no que essa moçada imagina encontrar pela frente, quando resolve marcar essa opção para a vida deles. Minha teoria é que o modelo mais visível que há hoje no Brasil é o do casal 20 da TV brasileira: William Bonner e Fátima Bernardes.


Será?


Tem gente que acha que o nosso País está em um momento positivo, bacana, em que a reportagem volta a ter a possibilidade de reviver seus momentos áureos. O Ricardo Kotscho acaba de dizer isso em um bate-papo promovido pelo Comunique-se. Ele deve ter as razões dele para achar isso. Eu confesso que sou mais pessimista. Vejo amigos e amigas altamente talentosos vivendo momentos críticos, profissional e financeiramente falando. O que é bem triste, especialmente nessa época de festas de fim de ano... O próprio Kotscho admitiu que depois de 40 anos e profissão, ele recebe hoje menos do que 4 salários mínimos! Vive de dar palestras e dos direitos autoriais de seus livros.


Não sei não.


Minha filha passou para o segundo colegial (com sete "As", by the way) e ela nem cogita em seguir a carreira de Comunicação. Até mesmo por ter acompanhado a minha atribulada vida profissional, em que consegui me fixar no máximo 3 anos em um emprego. Quando comecei a trabalhar, o jornalismo era visto quase que como uma "religião" no sentido da dedicação que era preciso ter pela carreira. Jornadas de trabalho sem horário definido, praticamente sem folga, em que o trabalho deveria vir em primeiro, segundo e terceiro lugares. Depois? O resto, incluindo a família e o próprio salário, visto como um mero "detalhe" para quem levava a vida em contato com o Poder, ou com as Celebridades, ou com os famosos Jogadores de Futebol, ou viajando pelo mundo.....


Quando fui trabalhar na Folha, me disseram que o emprego deveria vir em primeiro lugar na minha vida, com todas as letras. Naquela época meu filho tinha 7 meses. Adivinha qual foi minha escolha?


Agora, acho que as coisas estão mais "light" nesse aspecto, pelo menos, o do equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Mas o mercado está ainda mais competitivo, e a maior parte dos jornalistas que se formam são "empurrados" para assessorias de imprensa. Já dei aqui minha opinião sobre esse tipo de atividade, um pouco polêmica, inclusive. Sabe aquele slogan americano "one size fits all"? - eu não acho que a assessoria de imprensa seja o lugar mais confortável para um jornalista trabalhar. É como aquela roupa que não serve direito no comprimento ou na largura. Acredito que o jornalista pode dar sua contribuição, etc e tal. Mas existe a possibilidade de se frustrar. Porque press release é uma coisa e reportagem é outra, bem diferente.


E você? Como enxerga essa profissão?? Acha que esses meninos e meninas que entram agora na faculdade de jornalismo terão "futuro"?

terça-feira, novembro 27, 2007

Se eu pudesse, iria

RELAÇÃO ENTRE MEIOS DE COMUNICAÇÃO E NOVAS
TECNOLOGIAS DIGITAIS É TEMA DE FÓRUM NO SENAC

O Centro Universitário Senac - Campus Santo Amaro abriga nos dias 27 e 28 de novembro o Fórum Senac de Audiovisual. Composto por mesas de discussão, palestras e salas de experiência (demonstrações práticas), o evento aborda tendências do mercado de comunicação, suas múltiplas linguagens e a convergência digital. Profissionais do segmento, como o fotógrafo Fernando Fogliano, a doutora em antropologia Rita Alves Oliveira, os pesquisadores Ana Lúcia Fugulin e Edson Schelin, o especialista Almir Almas e a jornalista Márcia Detoni apontam caminhos para a realidade conceitual, mercadológica e tecnológica das áreas de cinema, vídeo, TV, fotografia, áudio e rádio. Temas como TV digital e TV interativa, rádio digital, fotolog, games e fotografia construída, entre outros, serão destacados.

Serviço:
Fórum Senac de Audiovisual
Data: 27 e 28/11, 3ª e 4ª
Horário: 9 às 17 horas
Valor: R$ 170
Estudantes: R$ 85
Local: Centro de Convenções do Centro Universitário Senac - Campus Santo Amaro
Endereço: Av. Eng. Eusébio Stevaux, 823 (Santo Amaro)
Informações e inscrições: 0800.883.2000 ou www.sp.senac.br/forumdeaudiovisual
(transcrição editada do press release)

quinta-feira, novembro 22, 2007

Dengue - a favor de acabarmos com isso....


Dá uma certa vergonha ver como essa doença se espalha no nosso País.
Eu já coloquei areia nos pratinhos dos vasos que tenho lá em casa.
E você?
(em geral, fico fora das chamadas "blogagens coletivas" - mas dessa vez resolvi aderir)

Para saber mais, clique aqui. E logicamente aqui também, já que foi a Meire quem agitou tudo.
Selo do Thiago Velloso.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Como eu pensava

Cada um tem a sua maneira particular de responder aos comentários dos visitantes, de acordo com os comentários ao post anterior.
A minha é mais parecida com a do Milton Toshiba. Já visitou?
Tô meio sem assunto, hoje.

segunda-feira, novembro 19, 2007

Problema de comunicação


Como você responde aos comentários que são deixados no seu blog?

Eu prefiro, na maior parte das vezes, ir ao blog do "comentante" e responder por lá mesmo, só depois de deixar um comentário sobre o blog dele. Deve ter alguma coisa a ver com "etiqueta virtual". Mas eu não gosto de deixar alguém que tenha feito uma pergunta ou uma visita pela primeira vez ao blog sem resposta nenhuma.

Tem gente que responde no próprio campo dos comentários, mas aí eu acho que a pessoa que comenta dificilmente clica duas vezes na mesma caixinha. Acho que deixei de ver várias respostas aos meus comentários, se o dono/a do blog escolheu essa forma de "retorno".

Agora, o mais bacana é quando a pessoa faz um post p/ responder aos comentários. Mas é a forma mais incomum de responder.

Tem também o e-mail. Quando a pessoa deixa o email, vc pode responder por email. Mas nem sempre os "comentantes" gostam de deixar email.

E tem ainda a coisa da moderação dos comentários, que eu, particularmente, acho pouco democrática. Por isso, eu mesma me censuro, para não falar de assuntos que possam atrair visitantes indesejáveis aos meus blogs. E tem funcionado! Esses são assuntos que têm a ver com a comunicação virtual e eu sempre penso nessas coisas... e vc?

quarta-feira, novembro 14, 2007

Pegada ecológica

Minha filha me passou o link.
Faça o teste e veja como anda a sua contribuição para tornar a Terra um paneta mais habitável. É rapidinho.
Bom feriado!

quarta-feira, novembro 07, 2007

Se fosse bom...

... não chamaria trabalho.
Acho legal quando uma pessoa consegue dizer que ela é realizada no trabalho.
Mas, no fundo, no fundo, muitas vezes a gente tem que fazer coisas bem chatas, como relatórios e tabelas em Excel. Eu, porém, já acho que se você não tem que fazer nada que vá contra seus princípios morais e éticos, já tá bom.
Com o tempo, a gente deixa de ser muito exigente, eu acho.
A gente passa a ver o mundo com mais leveza e vai levando a vida.
Hoje, ouvi aquela música...

VAI LEVANDO
Chico Buarque (Brazil) - 1975

Mesmo com toda a fama, com toda a brahma
Com toda a cama, com toda a lama
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa chama
Mesmo com todo o emblema, todo o problema
Todo o sistema, todo Ipanema
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa gema
Mesmo com o nada feito, com a sala escura
Com um nó no peito, com a cara dura
Não tem mais jeito, a gente não tem cura
Mesmo com o todavia, com todo dia
Com todo ia, todo não ia
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa guia
Mesmo com todo rock, com todo pop
Com todo estoque, com todo Ibope
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando esse toque
Mesmo com toda sanha, toda façanha
Toda picanha, toda campanha
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa manha
Mesmo com toda estima, com toda esgrima
Com todo clima, com tudo em cima
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa rima
Mesmo com toda cédula, com toda célula
Com toda súmula, com toda sílaba
A gente vai levando, a gente vai tocando, a gente vai tomando
A gente vai dourando essa pílula.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Meu primeiro livro

Eu sempre pensei em ser jornalista apenas enquanto não conseguisse ser escritora.
Acabei descobrindo que eu mesma tinha um pensamento contrário ao meu desejo:
-É difícil! Nenhuma editora vai se interessar por mim. Não sei escrever uma boa hisória. Não quero escrever auto-ajuda. Não consigo escrever um romance... todas essas idéias ficavam rondando a minha cabeça...
Sempre pensei que uma pessoa não pode viver de direitos autorais e que eu tinha que ter uma profissão mais "séria". Sempre joguei essa possibilidade para o "futuro"... e o "futuro" é uma coisa que nunca chega...
Mas consegui mudar o meu pensamento (todos temos esse poder, adormecido dentro da gente).
Sabe o que aconteceu?? Fui convidada para participar de um livro. Uma coletânea com Histórias Inesquecíveis. Já mandei a minha.
Não sei quando uma pessoa pode ser chamada de escritora, se um só livro já dá essa prerrogativa. Mas, enfim, é um começo!
Obrigada, Betty!!!!

domingo, outubro 28, 2007

Zeca Baleiro


Faz mais ou menos uns sete anos que estou nessa de tecnologia. Mas depois de ter visto o show que o Zeca Baleiro (tem jukebox no site) fez na Escola da Vila, no sábado à noite, fico pensando por que não insisti na área de variedades? Devia ter feito que nem o Dib, que era da minha classe e que tá até hoje firmão lá no Caderno 2. Eu e essa minha inconstância geminiana, viu? Pronto. Ele ganhou mais uma fã. Não que vá fazer grande diferença, mas pra mim faz. E pensar que já entrevistei o Toninho Horta pra finada revista Música, quando ainda tava na facul... E o tempo das críticas de cinema, então?? E quando as minhas críticas geraram até polêmica entre os leitores da Gazeta de Pinheiros?? Hahaha!! Tempos bons, aqueles... Eita... Até aqui no Efeito Pimenta pintou nostalgia (dor do passado). Mas tudo bem, eu supero. Boa semana pra todo mundo.
baby i'm so alone
vamos pra babylon
viver a pão-de-ló e moet chandon
vamos pra babylon
vamos pra babylon
gozar sem se preocupar com amanhã
vamos pra babylon
baby baby babylon
comprar o que houver au revoir ralé
finesse s'il vous plait mon dieu je t'aime glamour
manhattan by night
passear de iate nos mares do pacífico sul
baby i'm alive like a rolling stone
vamos pra babylon
vida é um souvenir made in hong kong
vamos pra babylon
babylon
vamos pra babylon
vem ser feliz ao lado desse bon vivant
vamos pra babylon
baby baby babylon
de tudo provar champanhe caviar
scotch escargot rayban bye bye miserê
kaya now to me o céu seja aqui
minha religião é o prazer
não tenho dinheiro pra pagar a minha ioga
não tenho dinheiro pra bancar a minha droga
eu não tenho renda pra descolar a merenda
cansei de ser duro vou botar minh'alma à venda
eu não tenho grana pra sair com o meu broto
eu não compro roupa por isso que eu ando roto
nada vem de graça nem o pão nem a cachaça
quero ser o caçador ando cansado de ser caça

quinta-feira, outubro 25, 2007

Por que será?


Todo jornalista é curioso por natureza. Falando em natureza, hoje me perguntei:
- Por que não há nenhum pinheiro sequer na rua dos Pinheiros?
- Por que não há um eucalipto sequer na avenida dos Eucaliptos?
E você, tem algum outro questionamento na mesma linha?

terça-feira, outubro 23, 2007

Mosaicos again


Minha segunda profissão: mosaicista. Diz que todo mundo tem que ter uma segunda profissão, né? Então já escolhi a minha. Essa bandeja foi lá pra Recife e mora na casa da Nana.
Tá difícil manter a regularidade de postagens aqui, mas a gente continua sempre tentando... Quer ver mais fotos? Fiz um espacinho aqui.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Networking

Faz tempo que sou encontrável no Linkedin. Mas de uns meses para cá, a atividade por lá anda fervilhante. Muitas pessoas me acham e me convidam e eu sempre aceito. É um Orkut com perfil mais profissional. Bem bacana, porque as recomendações profissionais que você consegue por ali são bem valiosas. E existem coisas curiosas nesse selvagem mundo corporativo....

Uma vez fui demitida de um emprego e a alegação foi que determinada pessoa havia pedido a minha "cabeça" - que coisa... Só que essa mesma pessoa é uma das que registrou uma boa recomendação a meu respeito no Linkedin. Interessante, não?

Eu já tive vários convites para trabalhar em vários lugares e alguns acabei recusando. Pelos mais variados motivos. Também já fui demitida algumas vezes, o que é uma experiência bem chata. Também já fiquei desempregada durante tempo demais, certa ocasião, e também já consegui emprego em tempo recorde. Mas agora aconteceu uma coisa que nunca tinha acontecido antes (e que me deixou bem envaidecida, by the way): recebi um telefonema de uma headhunter!!

Bem bacana isso, hein??

domingo, outubro 07, 2007

Las Vegas - update


O evento foi bem bacana, adorei. Foram convidados bloggers e teve uma palestra do mago da Web 2.0 Tim O'Reilly, já ouviu falar? Ele é um cara muito inteligente, avesso a ternos e gravatas, com uns olhos azuis apaixonantes e umas idéias muito interessantes sobre mudar o mundo compartilhando informações. Adorei. Achei a SAP muito esperta também, em criar uma política de comunicação aberta a essa nova era da Web, colaborativa, interativa, aberta, democrática. É muito legal tudo o que anda acontecendo no mundo da tecnologia. Os executivos finalmente admitem que os blogs têm um poder de comunicação nunca antes avaliado, difícil de mensurar, mas um baita poder. Meu sonho dourado seria ir ao evento que vai ter em San Francisco, sobre Web 2.0. Porque, me desculpem, mas continuo achando las Vegas um "porre", tanto no sentido figurado quanto no sentido literal. Eita cidade metida a besta...
Ainda por cima, a United Airlines fez o FAVOR de perder minha mala. Toca comprar caclinha e meia, pelo menos, pra agüentar dois dias com a mesma roupa. Depois de um chilique, no momento em que vi no site deles que eles pediam desculpas por não terem localizado a minha mala, e de ter ligado pro Brasil chorando muito, a mala finalmente chegou, às 18hs da terça, sendo que eu ia embora às 10hs da quarta. Chegou toda revirada, mas não faltou nada. Arrombaram meu cadeado, também. Mas enfim, estava lá meu sapato preferido, meus brincos, meu vestido roxo. Tava tudo lá, Felizmente.

Dica 1: Leve sempre uma muda de roupa na bagagem de mão. Sempre. Eu deixei de fazer isso justo dessa vez...

Dica 2: Se tiver escala, marque os vôos com pelo menos 3 horas de distância entre eles (se você for brasileiro). Eu já estava com o boarding pass, mas mesmo assim tive que passar duas vezes por aquela maldita fila da segurança.


PS.: Nana, também estou com muitas saudades!! bjs

quinta-feira, setembro 20, 2007

Las Vegas again


Basta você não gostar muito de um lugar pra ser convidada a ir lá pela segunda vez, né?

Mas que uma viagem internacional sempre é uma coisa bacana, isso é. E estou tentando ver pelo lado positivo (juro!).

Eu queria mesmo era ver o Love, do Cirque Du Soleil, e o SkyWalk, mas não sei se vai dar. Pelo menos vou tentar comprar shampoo e condicionador Neutrogena... E meu Moleskine também.

Claro que eu queria um notebook, mas aí já são outros 500. Ou 1000.


A verdade é que o assunto lá é o tal de SOA e espero aprender bastante.

Eu adoro tecnologia e vou participar desse evento aqui ó: https://www.sdn.sap.com/irj/sdn/sapteched


domingo, setembro 16, 2007

Windows

Janela do quarto da Helena
(sim, tem grade, já tinha quando compramos a casa, a janela é baixa... sabe como é São Paulo, né?)

Janela do quarto da Biba (terraço)



Janela do meu quarto

As janelas dos quartos da minha casa filtram o mundo lá fora e só deixam passar as energias boas e positivas aqui pra dentro. Uma vez vi um post sobre isso: "0 que vejo da minha janela". Até já tinha tirado umas fotos, mas acho que agora consegui fazer uma "reportagem" melhorzinha sobre o tema. Que tal?

terça-feira, setembro 11, 2007

Cidade limpa


Olha, eu não gosto muito de política, como você já sabe. Mas preciso dizer publicamente que adorei essa lei da Cidade Limpa. Eu nasci aqui em São Paulo, perto do bairro onde moro. E vi a cidade aos poucos ser deteriorada, com cartazes escondendo fachadas sujas e descuidadas, e outdoors cheios de muita informação, querendo roubar a minha atenção. Sou jornalista, então sou curiosa por natureza e não podia ver um outdoor sem ler aquela mensagem, julgar se gostava ou não... Juro. Era muita informação, no meu trajeto diário que vai do Jardim Bonfiglioli até Moema. Claro que o primeiro impacto deixou essa fachadas a descoberto, o que causou revolta em algumas pessoas. Mas era apenas uma fase. O que vejo hoje nas ruas, nas fachadas, na marginal Pinheiros, é uma paisagem muito, mas muito mais agradável. As árvores se destacam, as flores (está chegando a Primavera) e parece que tudo está muito mais colorido, limpo mesmo. Pintar uma fachada não é uma despesa assim tão alta, vai. Ouvi muita reclamação sobre essa lei, cartazes antipáticos de comerciantes "desculpem o transtorno, estamos obedecendo a lei da cidade limpa", etc... Transtorno para nós, cidadãos? Magina, muito ao contrário, senhor comerciante.... Ah! Mas é impossível não enxergar como a cidade melhorou, como um todo, isso melhorou. Melhorou a vida desses paulistanos sofridos, que enfrentamos trãnsito, poluição, tudo isso. Se todos os prefeitos cumprissem seu papel assim como o atual, o mundo seria um lugar melhor de se viver. E não custa tão caro, assim, não. Basta leis que "peguem" como essa e como a do cinto de segurança, para citar outro exemplo.

Viu como o mundo melhora, sim, apesar do noticiário das TVs insistir em nos mostrar o contrário?

Quer emprestados os meus óculos com as lentes cor-de-rosa um pouquinho?

quarta-feira, setembro 05, 2007

terça-feira, setembro 04, 2007

Boteco Bohemia - último dia

Último dia, última chance de votar no Portella!!
www.botecobohemia.com.br
A família Cury Schibik, comovida, agradece.

segunda-feira, setembro 03, 2007

A votação continua

Quem votou, valeu mezzz.
Quem ainda não votou, corre votar lá, plizz...
http://www.botecobohemia.com.br/

Ando meio sem assunto ultimamente. Só sei dizer que lá no meu trabalho as pessoas viajam pra caramba. Panamá, Parintins, Orlando, Seattle... Pra onde você queria ir??

quinta-feira, agosto 23, 2007

Votos para o Portella Bar!!! - urgente

Pessoal,

Meu filho casou e mudou, como vocês sabem. E agora, ele e a Rafa estão assumindo o Portella. Tudo pela Helena (que faz 4 meses no dia 7 de setembro)!!!

E o Portella é um boteco muito legal, que fica no Bexiga e serve comida baiana. Todos os dias, a "dupla dinâmica" está lá, das 16hs até a 1h.
Mais aqui: http://www.portellabar.com.br/

Além do convite pra conhecer o bar, a gente precisa de votos, para que o Portella seja escolhido novamente para participar do Boteco Bohemia

Basta entrar no site www.botecobohemia.com.br e votar no PORTELLA BAR.

Não leva mais do que alguns segundos preencher o nome, email e CPF.

Se puderem espalhar o link pela web, agradeço.

Conto com vocês!!!

Beijos

segunda-feira, agosto 20, 2007

Parintins


Eu adorei Parintins!

Tudo bem que a viagem foi a trabalho e que a gente trabalhou sem parar. Mas ver o pôr-do-sol no rio Amazonas, a partir das mesinhas do bar Comuna's, a simpatia daquela gente, aquele aeroporto com pinturas de triângulos nas paredes, tão caprichados e coloridos, o restaurante Piece of Peace (Pedaço de Paz) - e eu tive que escrever o nome em um papel pro Larry entender o trocadilho -, a mitologia que existe ao redor do festival do boi-bumbá, que o Bobby (da equipe de filmagem) carinhosamente chamava de Boi Bumbum - e a gente quase morreu de rir com isso, que virou a piada da primeira noite, ainda no hotel em Manaus), o Larry aprendendo a falar português, conversando com a profesora de inglês do CDI que aprendeu inglês sozinha, a votação do peixe mais gostoso (ganhou o tambaqui), os nomes indígenas pra tudo quanto é coisa, o clima, a energia postiva, os quadrinhos que o Josias esculpiu especialmente pra gente, o homem que morreu no aeroporto, antes de embarcar no mesmo vôo que a gente, na viagem de Parintins pra Manaus, na volta, e a coleção de peixes no almoço e no jantar, os sucos, as flores, os biscoitinhos do café da manhã, o passeio de barco na manhã de sábado.... o rato andando na pracinha onde filmávamos a entrevista com o secretário de saúde, e os depoimentos de todos os entrevistados, e o menino que não respondia minhas perguntas, e o outro que fugiu da gente pra não dar entrevista... enfim.... aconteceu tanta coisa nessa viagem, foi tudo tão bom, que parecia que eu tava em férias.

Eu adorei. Lógico que fiquei com saudades da minha turma aqui de SP. Mas que foi uma semana inesquecível, isso foi.

Tem mais: o bolo de banana que a merendeira da escola fez especialmente pra gente, o suco e o sorvete de taperebá, o Bumbódromo e sua decoração em relevo, e aquele moooonte de motos e bicicletas, com todo mundo sem capacete, com três ou quatro na mesma moto, as crianças de uniforme indo pra escola de manhã, minha caminhada em que me senti um ET no meio do povo de lá, a piscina do hotel, com a água quente, a água quente do rio Amazonas, a moça que conhecemos e que não usa nem calça jeans (pois é azul, cor do Caprichoso, e ela é Garantido, cuja cor é o vermelho), os lugares para onde nos levaram no sábado de manhã, a água de coco que serviram pra gente, a vista do meu quarto do hotel, dando pra lagoa da Francesa, o artesanato dos índios, os 4 brincos por 10 reais, que comprei na pracinha, a coleção de frases que juntamos e que ficou com a Ângela, a descoberta sobre coincidência na data de aniversário minha e do Larry (ambos no dia 6/6), outra descoberta: o Pelé (da equipe de filmagem) e eu somos vizinhos aqui em SP, o periquito que subiu no ombro da Ângela, o mergulho dela em um braço do Amazonas (ela fazia questão), o porto, o mercado, a sala abandonada na prefeitura velha, o piso de ladrilho hidráulico no mesmo lugar, a chuva que atrapalhou a entrevista do secretário de educação, o chá de cadeira esperando o prefeito e a maravilhosa entrevista que ele deu e que compensou a espera, os tubos de Off e Autan compartilhados por todos, o curso de imersão no inglês, em plena floresta amazônica, ah, tem muita coisa pra contar...

Mas acho que o resumo dá uma boa idéia, né? Tá vendo a árvore na foto lá em cima? Aqui a gente chama de chapéu de sol, mas acho que no Norte deve ter outro nome. Almoçamos debaixo da sua copa em dois dias, no Coroa's. No segundo dia, a gente queria tomar café. Perguntamos: - Tem café? E o moço que servia: - Não, mas a gente faz. Isso dá uma idéia da hospitalidade daquele povo. Foi demais.

Foram "os bastidores da notícia" mais agradáveis e movimentados que esse blog já viu. Mas saí com uma frustração: não comi tacacá, como me recomendaram aqui nos comentários.
Na equipe: Renata (que coordenou tudo e contratou todo mundo), Ângela (da assessoria de imprensa), Alceu, Pelé e Bobby (da filmagem), Ricardo (fotógrafo), eu (entrevistadora) e o Larry (norte-americano da multinacional que contratou a gente).

quarta-feira, agosto 08, 2007

Febre amarela

Então, eu vou pra Parintins. Mas não me liguei que tinha que tomar a tal vacina contra a febre amarela. E lá fui eu ontem a Congonhas, tomar a tal vacina gratuita. E descobri que quem tem alergia a ovo não deve tomar. Só que eu tenho uma leve alergia e a moça que aplica disse que tudo bem e já foi espetando o meu bracinho esquerdo. Só que a vacina demora dez dias pra fazer efeito e eu vou na segunda-feira. Ou seja, vou levar repelente de insetos, né? Melhor prevenir. A vacina só vai começar a fazer efeito na sexta-feira, um dia antes da volta... Nada como alguma emoção forte na nossa vida, né??

Moral da história: como a vacina tem validade por 10 anos, minha dica é a seguinte - na próxima vez em que estiver no aeroporto (qualquer um) aproveite pra toms a tal da vacina. Daí vc não precisa passar pelas mesmas emoções fortes que eu...

É uma equipe de 8 pessoas que vai pra lá. Tenho reunião daqui a pouco na Intel para acertarmos os detalhes da viagem e da cobertura, que foi encomendada pela matriz, olha só que chic.

Detalhe: tô gripada de novo. Meu nariz virou um chafariz. Minha garganta arde e os espirros atrapalham todos ao meu redor. Espero sarar até segunda!!

Ontem no escritório, era uma vez de cada um me desejar: "Saúde!" Com tantos desejos assim, acho que vou acabar sarando.

Apelidos

Então, não sei de onde surgiu, mas a Sol me chama de Sylvester Stallone. Acho engraçado. Daí o Obede teve a idéia de encontrar apelidos com o sexo trocado pra todo mundo. Ficou assim:

Patrícia: Patrick Swayze
Obede: Ophra Winfrey
Renata Salles: Ray Charles
Renata Mesquita: Rick Moranis
Monica: ??
Keila: Kevin Costner
Sol: ??
Rodrigo (que tá no Panamá): ??

Se a Roberta ainda estivesse com a gente (snif, snif) ia ser o Robert De Niro!
Sim, e antes que você pense que a gente não trabalha, sim, a gente trabalha e muito. Mas que trabalhar com bom humor é MUITO melhor, isso é, né??

domingo, agosto 05, 2007

A filha pródiga


Eu já rodei bastante, profissionalmente falando (e fui rodada também, devo confessar).
Mas dessa vez foi diferente. Voltei para um lugar de onde eu saí por livre e espontânea vontade, pensando que teria uma oportunidade melhor de crescimento profissional que, no entanto, não se concretizou. Daí, surgiu a chance de voltar e eu voltei. Fui tão bem recebida! Foi ótimo. No dia 1/8, estava eu lá, de novo, mas com uma perspectiva diferente, de progredir junto com a empresa. Estou muito animada e confiante.
Agora, o lado prático bom foi que eu estou na mesma mesa, usando o mesmo PC, com os mesmos programas e até os mesmos emoticons do msn. Pode parecer bobagem, e é, mas me sinto em casa. Imagine que eu tive um Palm e lá estavam TODOS os meus contatos. Daí ele nunca mais funcionou, e nem em casa, depois de umas duas ou três panes absolutas, eu tinha mais o conteúdo do meu pobre Palm, que eu havia dado como irremediavelmente perdido. Não é que meu Palm desktop tá lá?? com TODOS os meus contatos de novo?? olha só que legal!! Bom, é isso.

Lá é assim: a gente produz conteúdo, ou seja, produtos e serviços. Produtos são os dois títulos: a Decision Report e a Risk Report. E serviços são os outros títulos que a Conteúdo produz para o SAS, a Oracle, e o conteúdo editorial para sites de e-learning da Intel, da Samsung, os cases, etc.

O pessoal que trabalha lá é ótimo em todos os sentidos. Todo mundo alegre, feliz, competente e comprometido com o resultado. Como eu poderia não ficar feliz em ser parte desse time??

Boa semana a todos e vamo que vamo em busca da realização dos nossos sonhos, moçada.

sexta-feira, julho 27, 2007

Mudanças


A vida é feita de mudanças. Cabe a nós, pobres mortais, nos adaptarmos a elas da melhor maneira possível. Nessa profissão, existem basicamente dois lados: assessoria x redação. Na assessoria, o seu trabalho é uma coisa assim invisível. Você comemora quando sai uma matéria que não é sua, falando de alguém que não é você e passa o dia no telefone e no email resolvendo problemas que não são seus.

Na redação é diferente. Alguns jornalistas, que não conhecem o lado de cá, onde nunca estiveram, acham que os assessores são aquelas pessoas que não sabem escrever uma frase com sentido, ou que estão ali apenas para fazer follow bem na hora do fechamento. Alguns jornalistas são bem metidos e muito desagradáveis com o pessoalzinho que rala do lado de cá.

Mas nem tudo são espinhos. Há jornalistas bacanas, que falam com os assessores como se eles fossem verdadeiras pessoas humanas, e até ouvem o que eles têm a dizer. Nem sempre são assuntos palpitantes, mas às vezes podem render uma boa matéria. Essa parceria é algo possível de se conseguir. Não é nada fácil, mas é possível.

Só que o cliente não quer esperar. Ele quer sair na Veja agora. Daí entra aquele seu lado diplomático. Tem que manter a calma em todas as situações. Ser um pouco psicólogo, um pouco professor, para ensinar ao seu cliente como as coisas funcionam... Não é nada mole. Trata-se de matar um leão (ou vários) por dia, escalar montanhas sempre mais altas no horizonte.

Já na redação, por outro lado, não é mais possível viver sem o press release. Por mais que os jornalistas de redação reclamem das vírgulas colocadas em lugares errados (e das crases, ah! as crases...) a verdade é que eles não podem mais viver sem os press releases. Ir atrás da notícia é coisa do passado. Hoje, a notícia corre atrás dos jornalistas, onde quer que eles estejam. E tem lugar a briga pela exclusividade na divulgação da informação. Quem dá mais?

E assim vai.

Eu sei dizer que existe outro nicho de mercado para os jornalistas atuarem, que passa ao largo dessa dicotomia redação x assessoria. E é pra lá que eu vou. A partir de agosto, vou vender meu peixe em outra freguesia. Não vejo a hora!! Daí eu volto aqui pra contar como funciona esse terceiro lado, de novo.

Me aguarde.

quarta-feira, julho 25, 2007

É verdade??


Preciso transcrever um texto da Angela Marsiaj, que saiu agora há pouco no Blue Bus, que diz tudo o que eu penso a respeito desse assunto.

'Verdade q antigamente as pessoas se transportavam todos os dias?' 11:16 Chovia na última 2a feira em Sao Paulo e eu só torcia para que chovesse mais, nao parasse de chover. Torcia pela interdiçao de Congonhas. Minha amiga Marta acabara de ligar: iria no dia seguinte para Juiz de Fora. Assistiria a uma defesa de tese. Ela só repetia - "Sair eu sei que saio, só nao sei se volto". Ela, na verdade, se referia à inconveniência de ficar retida no destino. Mas o duplo sentido da frase era horrível.

Eu só perguntava se era possível assistir a uma defesa por videoconferência (nem sei se isso é legal). Ela dizia que a Universidade nao tinha estrutura para isso. É simples assim - depois de 2 tragédias aeroviárias em menos de 1 ano, entremeadas por caos nos aeroportos, ninguém mais quer voar. E eu sei de pelo menos 3 reunioes canceladas, só nesta semana.

Na verdade, para além desta última tragédia, o mundo mudou. Nós só nao chegamos completamente lá. Imagino meus netos perguntando incrédulos - é verdade que antigamente as pessoas se transportavam todos os dias? Que a toda reuniao gastavam tempo, energia, recursos do planeta só para se verem cara a cara? Meus ainda inexistentes netos viveriam num mundo em que interaçoes humanas para além do bairro seriam valorizadíssimas, mas escassas. E sua falta seria compensada por um mundo virtual quase real.

Este mundo aos poucos começa. Outro dia, meu amigo Lucas descreveu um seminário em que um dos participantes, impossibilitado de comparecer pessoalmente, contribuiu com seu avatar na Second Life. Além de a coisa ter funcionado, gerou uma curiosidade - como o seminário também estava na Second Life, criou-se o efeito de infinito (uma sala com uma tela que contem uma sala com uma tela que...).

Enquanto nao mudamos nossa forma custosa de interagir, dou meus pitacos - se executivos já consideram ir de onibus ao Rio, imagino onibus-escritórios, em que plugaríamos nossos laptops e trabalharíamos; para os apressados, usaríamos o trem-bala, que voltou à pauta; intensificaríamos as videoconferências e, claro, melhoraríamos infra de transportes e logística (mar, ar, terra), para nao estrangular o crescimento.


terça-feira, julho 24, 2007

Contra o "jornalismo" puxa-saco

Quem gosta de Comunicação tem que ler o texto da Carol, no blog Sem Tolerância.
Vai lá!
(o texto é longo, mas vale a pena, porque escancara as contradições entre a atuação do profissional na assessoria de imprensa e na redação - dois mundos completamente diferentes, como eu sempre digo e repito)

sexta-feira, julho 20, 2007

Congonhas, não!

Ainda que eu entenda o fato, alguma coisa a gente tem que tentar fazer. Acho que essa é uma boa iniciativa. O selo foi criado pelo Mentor Muniz Neto, da Bullet, e pelo Michel Lent, da 10 Minutos. Apoiado!

quarta-feira, julho 18, 2007

Update


Voltei a escrever no Consulta Sentimental, ainda que infeliz com o layout.

A palestra foi legal, apesar da tragédia de ontem. Até bateram palmas no final!

O trabalho de assessoria de imprensa é estressante porque as coisas não dependem da gente. Dependem do seu cliente apostar em você e ser um parceiro, no sentido de aprovar rapidamente as coisas, dar retorno aos seus emails e mandar as notícias certas na hora certa.

Dependem de conhecer o jornalista certo para determinada pauta, coisa bem difícil de se conseguir.

Dependem de TER a notícia (às vezes de INVENTAR a notícia - e agora vai levantar um monte de gente, como se eu estivesse falando uma heresia). Eu também fico em dúvida quanto aos limites éticos de se inventar uma notícia. Mas quando a gente tinha assessoria de imprensa e atendia o Alex Flemming, o Guilherme teve uma idéia de fazer a exposição de quadros dele dentro de dois caminhões-baú que percorreram os points mais quentes de SP na época. Isso é que é inventar, é fazer acontecer. A notícia saiu em tudo quanto foi lugar. Se fosse uma exposição tradicional, dentro de uma galeria de arte, será que teria a mesma repercussão?

Mas é muito estressante.

Eu sonhei que trabalhava em um lugar onde as pessoas conversavam e não havia computadores nas mesas. Eram mesas grandes, em torno das quais se podia sentar e conversar. Acho que era um escritório de arquitetura. Eu pensei que seria ótimo trabalhar num lugar como aquele.

Tô aqui folgada, escrevendo, porque tenho carona para ir ao trabalho, hoje.

Foto: Marjorie (minha linda filha e a orgulhosa titia) e a doce Helena

quinta-feira, julho 12, 2007

Palestra


Então, a palestra vai ser no dia 17 (e não 19, como eu pensava).

Vou falar para um grupo de mulheres sobre tecnologia.

Agora, fazendo aqui minha apresentação, descobri que tenho muito a falar.

Uma trajetória de 7 anos na área não é brincadeira!

Às vezes, conforme a pessoa com quem converso, me acho bem ignorante ainda, uma vez que a área tem inúmeras sub-áreas e que a coisa evolui muito rapidamente.

Outras vezes, como agora, formatando essa apresentação, acho que já construí um conhecimento bem consistente.

Mas para um jornalista, que sabe tudo superficialmente, um conhecimento consistente é algo difícil de se mensurar.

Enfim, é a vida.

Hoje, para evitar qualquer tipo de pressão bloglinística, entrei no login do Guilherme. Assim, posso escrever sossegada.

Minha dúvida é: escrever é o meu talento. Isso eu já sei. Mas não é assim um talento "menor"? Quero dizer, muita gente precisa saber escrever: advogados, gente que faz mestrado, doutorado, gente que escreve ficção, além de nós, jornalistas. (explicação da foto: foto que eu fiz para um trabalho do curso de pós-graduação sobre a "popularização" da arte, quando copos de requeijão estampavam obras de arte e eu não me incomodava ao pagar mais caro por eles - OK, não tem muito a ver, é mais pra ilustrar e é uma foto feita por mim, pra variar).

Só sei dizer que hoje comecei o dia com um elogio. O cliente admirou-se ao ver que de uma conversa de meia hora por telefone, eu consegui escrever um artigo até que bem arrumadinho.

Fiquei feliz com o elogio! Minha chefe, por sua vez, mandou outro elogio em cima do elogio do cliente. Oh, dia feliz! Mas por que raios esse talento não rende um bom dinheiro?

Se eu fosse atriz, sei lá... jogador (sim, no masculino) de futebol... ganharia o quíntuplo do que eu ganho. Porém, se fosse instrumentista talvez ganhasse ainda menos.

Que talento vale mais? Isso é justo?? O que você acha??

sábado, julho 07, 2007

253 new items



Eu tenho o Bloglines. E tem 253 novos itens pra serem lidos. Não tá dando tempo... E isso acaba virando mais um motivo de stress.

Empregada doméstica nova. Emprego novo. Uma neta nova, que eu quase nunca vejo... E tenho outra palestra pra dar no dia 19. E uma conta pra salvar. Não é por acaso que meu seriado preferido ultimamente é o Heroes, que só vi em DVD e apenas os oito primeiros episódios até hoje.

domingo, junho 24, 2007

Pingüim


Pronto, acabou. Não devo mais aparecer na TV tão cedo. Meu filho e a Rafa disseram que não sou assim tão gorducha na vida real, quanto aparece na TV. TV engorda.

Mudando de assunto: lá no meu novo trabalho, nada de Windows. Só Linux. Interessante, parece uma coisa assim meio rebelde e talz. Ninguém ali contribui com a riqueza do Bill. Mas, cá entre nós, de vez em quando dá saudades, viu... E olha que sou uma típica geminiana, que adora novidades e mudanças, que não se apega ao passado nem nada.

Mas certas comodidades do Windows e a intimidade que eu conquistei com o bom e velho sistema operacional simplesmente não rolam com o Pingüim. Sabe aquela discussão sobre nativos e estrangeiros na Web? As pessoas que nasceram depois do advento da web são os nativos. Já nasceram sabendo. Mas eu não. Sou estrangeira. Sou da geração que usou máquina de escrever, essa coisa antidiluviana... Eu tenho amiga da escola que não tem e-mail. Acredita??? Pois é. Tive que ralar muito pra me entender com o PC. E até que me sinto assim uma pessoa bem antenada. Tanto que até vou dar uma palestra sobre tecnologia para um grupo de mulheres que não fazem a menor idéia do que seja o Joost, por exemplo, entre outras "modernidades tecnológicas". A palestra vai ser no dia 19. Eu que inventei esse tema. Vamos ver se consigo mostrar praquela galera que tecnologia não é um bicho-de-sete-cabeças. De vez em quando o bicho tem uma cabeça só, mas é tão complicado quanto... Boa semana!

terça-feira, junho 19, 2007

Fama

Ontem eu tive a experiência de me ver na telinha da TV pela primeira vez ever. Apareci em um programa da TV Unicsul, falando sobre "jornalismo organizacional". Cortaram umas partes, mas gostei do que falei de modo geral. Só não gostei das minha gaguejadas, dos nés e da minha cara no vídeo. Nem da minha voz, fininha, horrorosa. Mas achei que falei bonito. Falei no que eu acredito, mesmo. Pelo menos minha mãe disse que ficou orgulhosa. Mas mãe é suspeita, né?
Engraçado a gente se ver no vídeo. Eu não achava que eu era daquele jeito, mas minha filha falou que sou sim, daquele jeito. Muito engraçado.
O programa vai ser reprisado "ene" vezes. Quarta às 17h30, quinta às 11hs, sábado às 7 de la matina e domingo às 19 horas. Quem vai deixar de ver o Pânico??? hahaha....

quarta-feira, junho 13, 2007

Evento


É sempre la même chose: uma sala apertada, abafada, poucos lugares para sentar, poucos computadores e muitas pastas. Pastas a valer. Dessa vez, não havia nenhuma mísera linha telefônica. Um monte de assessores sorridentes, querendo parecer simpáticos e entusiasmados. Invariavelmente, tem aqueles pobres coitados que estão ali pela primeira vez e dá-lhe gafes:

- Você é de algum veículo?

Só que faz 500 e cacetada anos que você faz assessoria de imprensa...

- Sabe o fulano?

- Casaram??

- Não acabamos de nos separar...


Fora aquela sensação de dejà vu, aquela coisa que você lembra da pessoa mas sabe-se lá de onde...


E o seu cliente não se conforma: com tantos jornalistas ali reunidos, como você não consegue levar nenhum que seja ao estande para conhecer aquela linda e maravilhosa solução "xyz" que faz tudo e mais um pouco? Pior ainda é quando você tem que encher uma coletiva. No desespero, tá lá você convidando a tiazinha da limpeza ou o carinha do café só pra sentarem ali e fazer número. É, querido leitor, vida de assessor de imprensa nao é nada fácil.


Seu indefectível terninho preto e seu saltinho alto vão e vem entre a sala de imprensa e o estande do cliente "n" vezes, pra tentar "vender" alguma pauta, emplacar alguma entrevista com o executivo-mór da empresa que cruzou a cidade para estar ali, à espera de um milagre, da fama instantânea, dos negócios extraordinários. No fim da tarde, você simplesmente despenca em uma daquelas poltronas desconfortáveis, e fica torcendo pra tudo acabar depressa.


Claro que você dá um jeitinho de passear pelos corredores e espionar os brindes que estão sendo distribuídos. É tudo tão tecnológico que você vira um código de barras. Qualquer passo em falso, tudo fica registrado naquelas mesmas maquininhas que registram o preço dos produtos no supermercado. E você sente que falta pouco para que seja considerado apenas como mais uma mercadoria na prateleira.


Isso sem falar nos assessores da velha guarda que estão ali mais pra resguardar suas contas milionárias da fúria da concorrência. O mercado é selvagem. Por que você acha que existe aquela expressão "matar um leão por dia"? Hã??


E a comida que é servida? Quem tem a sorte e a esperteza de almoçar antes de se credenciar se dá bem. Mas não é o seu caso. Sua reunião estava marcada para as 12h30. Pronto. O almoço dançou... E dá-lhe sanduichinho de patê de fígado, canapés com o pão endurecido, sabe? Suco? Bom, se tiver sorte, você consegue um copo. Quente. Se quiser algo frio, tente o café. É tiro e queda.


Mas tem também o lado bom: ver que as pessoas se lembram de você, afinal. E mesmo aquelas que um dia puxaram o seu tapetinho e fizeram você levar aquele tombão, agora vêm assim, como quem não quer nada, com a maior cara de amnésia, te dar beijinhos e perguntar por onde você anda... Sei, sei.


Esse é o maravilhoso mundo dos bastidores da notícia da área de tecnologia. Onde todo mundo espicha os olhos para ler no crachá se você é de algum veículo ou se está ali apenas para roubar a atenção dos jornalistas para o tal produto ou serviço que vai revolucionar o mercado.


Amarga, eu? Que é isso... É só que depois de um 557.985.567 eventos, você fica um pouco mais crítico, com a realidade dos fatos.

segunda-feira, junho 11, 2007

Mistééério


Hoje foi um dia bom. Primeiro dia no trabalho novo. Desvendar o misterioso mundo do Pingüim... Ganhar um notebook pra trabalhar... Ir de carro... Chegar na reunião e já conhecer o cliente de uma "vida passada"!!! E ainda: o Edu publicou meu pseudo-artigo aqui (e ainda com foto). E o Universia publicou minha "the last but not least" matéria aqui.


Agora, só pra finalizar a questão do meu finado (graças a Deus) "inferno astral". Além de ter perdido 500 reais, eu também "perdi" uma sacola de que eu gostava, com minha mais nova calça jeans dentro - que eu pretendia levar pra costureira fazer a barra - e também com uma calça que peguei emprestada da minha mãe e que tava descosturada. Mistéééério...

sexta-feira, junho 08, 2007

Corujice assumida


Eu fico me segurando, mas hoje, vou dar uma de vovó-coruja de novo...
A Helena fez um mês ontem.
Eu a vejo muito menos do que gostaria. Eles moram looonge e eu ainda tenho que ser mãe-profissional e dona-de-casa. Complicado...
Porém, ela esteve aqui em casa ontem. E passou um tempão com a gente.
Em um mês, é absolutamente incrível como um bebê muda, começa a perceber o que acontece à sua volta, adora ver as luzes e eu quero acreditar que ela já me conhece.
Ontem teve churrasco, parabéns e até um discurso do Guilherme (meu marido), que encheu meus olhos de lágrimas, por tudo o que vivemos até aqui, pelo fato de a Helena ter chegado pra viver entre a gente, pelas batalhas que vivemos e vencemos, e também pelas que perdemos e pelas em que ainda estamos mergulhados.

Bom, é isso. A vida continua, dá voltas e reviravoltas e eu tô muito emotiva hoje.

Até a próxima!

quarta-feira, junho 06, 2007

Vaga


Coordenação de comunicação para Doutores da Alegria

30 de Maio de 2007

A organização Doutores da Alegria procura profissional para assumir a Coordenação Nacional de Comunicação. É preciso ter formação completa em Jornalismo, Publicidade, Relações Públicas ou Marketing e, preferencialmente, conhecimentos de artes cênicas e/ou terceiro setor. A entidade pede experiência mínima de três anos na coordenação de departamento de comunicação em empresas, organizações do terceiro setor e/ou no mercado cultural, além de excelente redação. São desejáveis fluência em inglês e espanhol de nível intermediário. O local de trabalho é São Paulo e a entidade pede disponibilidade para viagens. Currículos com pretensão salarial devem ser enviados para terceirosetor@acalantis.com.br até 15 de junho, escrevendo no campo "assunto" da mensagem: CNC 05.


Boa sorte!!

terça-feira, junho 05, 2007

Algum tipo de recorde


Fiquei teoricamente apenas 3 dias desempregada, sendo que dois deles eram sábado e domingo. Deve ser algum tipo de recorde. Na segunda, começo no novo emprego. Volto para a minha amada e querida área de tecnologia.

Você acredita em coincidências? Pois veja só: o prédio é o mesmo onde fiz entrevista para outro emprego, em Pinheiros (onde morei durante vários anos). O marido da dona da assessoria faz aniversário no mesmo dia que eu (amanhã, 6/6). E o meu blog tem o mesmo nome da empresa para onde eu vou...

Eu acho que as coincidências são a maneira dos "anjos" mostrarem pra gente que estamos no caminho certo.

Eu juro que não gostaria de ser demitida de novo na minha vida. Já fui demitida muitas vezes (de cabeça: Folha de S. Paulo, Gazeta de Pinheiros, Banespa - a pior das demissões, a que me pegou de calças mais curtas e a mais traumática de todas-, Unibanco, TCInet, Item e Universia). E quando se está empregada, corre-se o risco de ser demitida. Mas ainda não tô em posição de recusar salário. Então, volto feliz ao mercado de tecnologia, acreditando que estou no caminho certo. Obrigada pra você, que me deu força mental, espiritual, material, virtual nesse período.

sexta-feira, junho 01, 2007

Lua azul??


Não sei se foi a lua azul... só sei que pintaram "três" (TRÊS) lances de trabalho ontem no fim da tarde. UAU!! que bom. Tomara que algum deles dê certo. Todo mundo diz que eu mereço. Sei lá se eu mereço, mas a verdade é que eu PRECISO!

quinta-feira, maio 31, 2007

Blue moon


Hoje é dia de "Blue Moon". A expressão designa a ocorrência de uma segunda lua cheia em um determinado mês, no caso, agora em maio.

Quem acredita em rituais e coisas assim, pode tentar fazer um bem simples, que eu ouvi agora no rádio: acender uma vela azul, rodeá-la de folhas de louro e fazer seu pedido à lua. Diz que demora 28 dias pra acontecer.

Eu tô precisando de uns favorzinhos dos Céus, então, acho que vou tentar. Claro que meus pedidos têm relação com meus novos projetos profissionais! Pode fazer até amanhã às 22 horas, mais ou menos. Boa sorte!

segunda-feira, maio 28, 2007

Os bastidores da notícia


Vamos fazer jus ao subtítulo desse blog. Quem sabe o que acontece nos bastidores da notícia? Muitos sabem. Outros não. Correndo o risco de parecer repetitiva e enfadonha, vou dizer que as redações são locais onde você encontra muita gente (ou nem tanta gente quanto deveria ter, já que cada jornalista costuma trabalhar por, no mínimo, dois) trabalhando muito (isso significa lendo e-mails, digitando e-mails, fazendo entrevistas por telefone, escrevendo e publicando matérias, na maior parte do tempo). Em geral, o horário de trabalho é algo abstrato demais para ser seguido à risca. Você também encontra jornalistas discutindo, mais ou menos amistosamente, em função da temperatura do ar condicionado. Telefones tocando. Veículos cada vez mais especializados. Jornalistas pressionados pelo tempo. Pelo fechamento. Pela ameaça de perder o emprego para outros jornalistas (ou nem isso) mais jovens e, embora menos experientes, dotados daquela garra e daquela paixão pelo trabalho que você já perdeu há algum tempo. Salários cada vez mais baixos, contratos de trabalho cada vez mais informais. Tá certo que tem também os momentos das piadas, das risadas coletivas, que atrapalham os outros setores. E até alguns elogios, vez por outra. Minha teoria, no entanto, é a de que o ambiente típico de uma redação cada vez se dilui mais e mais. Em breve todos trabalharemos remotamente e as redações se tornarão meras lembranças do passado.

Mas enquanto isso não acontece para todos, alguns pioneiros conseguem se libertar e vão na frente, abrindo caminho para os que virão atrás. A verdade é que às vezes a vida ensina umas lições que a gente custa a entender. E por mais que estejamos preparados para o que virá a seguir, sempre é desagradável descobrir que no seu caso aquele ambiente ficou para trás. Definitivamente. Você talvez não pertencesse mais àquele lugar e só faltava "isso" pra perceber (que nem naquela propaganda de cartão). Agora não falta mais.

Claro que acontecem mais "ene" coisas em redações. Mas prometo voltar ao assunto em outra ocasião (e em outro humor também). Nem sempre a gente tá a fim de fazer gracinha. Às vezes, é necessário falar sério. Embora a sensação de liberdade e de descomprometimento com quem quer que seja, a não ser com você mesmo e com a sua consciência, seja ótima.

(A foto da redação de O Globo, meio vazia, tava lá no blog do meu amigo Alexandre Carvalho, a quem agradeço virtualmente. )

quinta-feira, maio 24, 2007

Ontem


Ontem à noite eu estive na Unicsul, campus Anália Franco (FOTO). Participei de um encontro dos estudantes de Comunicação. Minha palestra chamava-se "Os Bastidores da Notícia" e contei um pouco sobre as minhas experiências e aventuras no ofício de jornalista / assessora de imprensa. O pessoal teve muita paciência comigo. Até fizeram perguntas, participaram. Foi muito legal. Fiquei impressionada com a dedicação dos estudantes, com o carinho e a atenção com que fui recebida.
Não sei se acrescentei alguma coisa ao que eles estão acostumados a ouvir. Mas resolvi passar umas mensagens meio gerais, sobre a responsabilidade que eu acredito que cabe aos jornalistas. E podem me achar pretensiosa ou sonhadora. Mas eu ainda acho que temos a responsabilidade de contribuir para melhorar o mundo.
Sei que parece uma tarefa inglória, mas achei que tinha que falar isso pro pessoal lá. E eles foram generosos em me ouvir falar em ética, em sonhos, em acreditar e na capacidade de se indignar, coisa que parece que estamos perdendo. E também contei alguns "causos" que acontecem nos bastidores da notícia. Quem lê jornal e vê as notícias ali todas enfileiradinhas, bonitinhas, pode não saber como elas são "plantadas" ali. Mas são. A maioria é. Falei sobre limites entre estratégia e ética, um monte de coisas.
Indiquei os blogs que eu acho que podem servir de ponto de partida para eles conhecerem mais sobre os bastidores da notícia, nem tão limpinhos assim, digamos. Indiquei o Pérolas, o Intermezzo, o Freelancer, o profissional que rala, e o Picadeiro da Informação. Claro que existem muitos mais, mas acho que esses quatro são um excelente ponto de partida! Eu adorei. Espero que eles também tenham gostado!

(foi para isso que pedi as vibrações positivas, naquele dia. Não quis contar antes de ter acontecido de fato, pois foi a minha estréia diante de uma platéia daquele tamanhão. Obrigada a quem mandou as vibrações positivas)

terça-feira, maio 22, 2007

Ficção ou assessoria de imprensa?


Quem me conhece sabe que eu tenho várias "questões" com alguns métodos usados por algumas assessorias de imprensa. Não é implicância. Vamos aos fatos. Esta semana tivemos um exemplo lá no Universia que comprova essa minha cisma.

Recebemos, por engano, óbvio, um release que começava com o seguinte "bilhetinho":

Desculpa aee o erro de principiante, prometo que não vai acontecer mais. Mas eu tive que inventar algumas coisas porque o casal não queria falar nada. Eles queriam sair dali o mais rápido possível.

(confiando apenas na minha memória)

Daí vinha o release contando que a Universidade Xis tinha inaugurado um serviço de assistência jurídica ao divórcio, etc e tal. No final do release, esse "profissional" acrescentou o tal "depoimento" falso do casal.

Em suma, um escândalo!!

E o release foi divulgado para todo o mailing deles lá, desse jeito.

Claro que dos 100 releases em média que a gente recebe, nem a metade se aproveita por "ene" motivos. Mas esse se destacou da multidão. Claro que também não foi publicado, mas por um motivo muito mais vergonhoso.

Eu espero que você que leu meu post tenha entendido a gravidade da situação. Jornalismo (e escrever release pode fazer parte do Jornalismo) NÃO é ficção. Pode ser um monte de coisas. Mas ficção, definitivamente, não é.

Fiquei envergonhada ao receber o material. Não por mim, mas pela pessoa que escreveu um negócio desses. Será que um indivíduo desse tem salvação no Jornalismo? O que você acha?

segunda-feira, maio 21, 2007

A dream coming true



Você já enterrou um sonho? Esperando que ele virasse semente e brotasse sozinho da terra? Honey, helloouuu!! A verdade é que em geral os sonhos não brotam sozinhos não. Aquela conversa de inspiração / transpiração, na proporção de 1 /90 em geral é verdadeira.

O talento é ótimo e talz. Mas só o talento não move montanhas.

É preciso arregaçar as mangas e trabalhar duro pra ver o sonho se realizar.

E eu preciso fazer uma apresentação ter cara de apresentação.

O holofote da fama (ainda que efêmera e passageira) ameaça lançar sua luz aqui pro meu lado.

E preciso estar preparada.

Você, meu / minha amigo /a real, virtual, longe, perto.

Sabe aquelas vezes que, lá no Consulta, eu pedia boas vibrações de todo mundo, de todos os lugares do mundo? Então. Tô precisando de novo. Valeu, hein??

Prometo que depois eu conto tudim que tá acontecendo.

quinta-feira, maio 17, 2007

Adoro trema!


Mas, se o acordo ortográfico discutido pelos países que falam o português entrar em vigor já em 2008, como diz o MEC, ela não vai mais existir. Em compensação, ganham status de participantes do abecedário as letras k, w, y. Assim, o alfabeto passa a ter 26 letras. Nada mais justo, para quem tem o sobrenome Schibik (é o meu último sobrenome, para quem não sabe).

A mudança vai abolir o acento circunflexo de palavras como vôo, abençôo e enjôo (paroxítonas terminadas em "o" duplo). Já pensou a remelexo que uma mudança como essa fará nos livros didáticos, por exemplo? Para virar lei, o acordo ainda deve passar na Câmara e no Senado, para sanção de um decreto legislativo por parte dos presidentes dos países. Será que vai ser mais uma daquelas leis anódinas? ;-)

A adesão de Portugal ao acordo deverá ser automática, pois ele já foi assinado por Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, além do Brasil. Mesmo com a adesão automática de Portugal, o governo brasileiro e a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) negociam em Lisboa para que o país aceite o acordo e coloque em prática as medidas necessárias para o início das mudanças ortográficas. Guiné-Bissau, Moçambique e Angola também não aderiram ao tratado. Timor Leste integrou-se ao grupo quando se tornou independente.

Sabe há quanto tempo existe o tal acordo? Há 16 anos, desde 1991. A ABL (Academia Brasileira de Letras) está tão empenhada nas mudanças que até oferece um serviço de tira-dúvidas do português pela Internet. As perguntas são respondidas pelo professor Sérgio Pachá em até quatro dias.

Mudança na ortografia

A língua portuguesa é a quinta mais falada do mundo. São mais de 230 milhões de pessoas. Os portugueses trocarão o "húmido" pelo "úmido". Também desaparecem da língua escrita, em Portugal, o "c" e o "p" nas palavras em que ele não é pronunciado, como "acção", "acto", "adopção", "baptismo", "óptimo" e "Egipto". O que me parece óptimo. O Português já é uma língua complicada. Colocando letras que não são pronunciadas nas palavras, a coisa fica ainda mais complicada. Fala sério! Fora que assim, nós, pobres coitados jornalistas brasileiros, ganhamos uma chancezinha adicional de entrarmos no mercado de trabalho português, já que o mercado tupiniquim não está pra peixe.

Porém, algumas mudanças mexem com a gente também: não usaremos mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus decorrentes, ficando correta a grafia "creem", "deem", "leem" e "veem". O que pode facilitar a vida dos vestibulandos.

Mas eu vou sentir saudades do trema, que desaparecerá completamente. Poderemos escrever "linguiça", "sequência", "frequência" e "quinquênio" desse jeito. E vai-se embora todo o charme desse sinal lingüístico tão bacaninha. Dessa eu não gostei. Sentirei imensas saudades. Mas como navegar é preciso, há ainda outras duas mudanças importantes:
1) A criação de dupla grafia em alguns casos, para fazer diferenciação, como o acento agudo na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito dos verbos da primeira conjugação, tais como "louvámos" e "amámos". Estranho? Também acho.
2) A eliminação do acento agudo nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembleia", "ideia", "heroica" e "jiboia".
E durma-se com um barulho desses.

(contribuição do Felipe Datt, com a informação)

terça-feira, maio 15, 2007

Humpft! Num ganhei... :-(




Lembra aquele concurso lá? Então... Não ganhei. Mas a minha historinha era bem bonitinha. O que vc acha?


Você acredita em amor verdadeiro? Você acredita em amor à primeira vista? Você acredita no amor? O amor não tem idade, pode começar aos 16, aos 20, aos 32, aos 45, aos 56... O meu vem lá dos anos 70. Cursinho, escola de freiras. Uniforme, saia pregueada, meias três-quartos, sapato preto. E dura até hoje! O amor pode acontecer em qualquer tempo, qualquer lugar, qualquer momento. Uns duram a vida toda. Outros chegam com aquele ímpeto da paixão, mas vão embora rapidamente, do mesmo jeito que chegaram. E o que fica no lugar são os seus pensamentos, só seus, quando a luz do seu quarto se apaga. O fato é que todo mundo precisa de alguém para amar. Qualquer que seja o tipo ou a qualidade do amor. Por isso, um certo clube de corações solitários faz sucesso e emociona há tantos e tantos anos.

segunda-feira, maio 14, 2007

Sobre pérolas


O Pérolas mudou de endereço: http://perolasdasassessorias.wordpress.com. Mas eu nem precisava ter posto o link aqui, porque a coisa é tão altamente tecnológica que quem clica na página antiga é redirecionado "tomaticamente" para a nova. Chic, hein?? Se você ainda não passou por lá, passe. Conheci a Pri Fiorin por causa desse blog, veja só você, como são as coisas.
Falando em Pérolas, minha filha se chama Marjorie. O significado? Pérola.
Embora Marilyn tenha dito que "diamonds are a girl's best friend", muita gente ainda prefere o clássico colar de pérolas.
Por que será que o significado irônico predominou sobre o poético?

Obligada!


Obligada, porque é obrigada pelos parabéns que chegaram pelo blog. Gosto muito do meu blog, mas fico um pouco irritada com essas palavras "blogar", "blogueiro" e principalmente "blogagem coletiva". Não curto, não sei. Acho uma coisa assim massificante, quando o meu espaço virtual deve ser uma coisa individual.

Gostar ou não gostar cabe a cada um que chega aqui e lê um pedaço das coisas que eu escrevo. E tem os laços virtuais que estabelecemos com as pessoas. Dessa parte eu gosto bastante. Minha intenção, lá atrás, quando abri meu site (sim, era um site no começo) Consulta Sentimental, era interagir com as pessoas. Dar uns conselhos para que a vida amorosa delas fosse em frente. Tanto tempo depois, vejo que tudo mudou e continua mudando. Ainda fico perpplexa quando novas pessoas chegam aqui. Fico pensando quem são, de onde vieram...

O Efeito Pimenta já era diferente. A intenção era desabafar. Eu vivia dias tristes no meu trabalho e era duro não ter uma válvula de escape qualquer. Queria contar como os bastidores do jornalismo funcionam, mas a parte dos "podres".... O mais engraçado é que fui descobrindo, com o tempo, que o que me espantava - as tais estratégias de PR - são encaradas como a coisa mais normal do mundo por outras pessoas que têm uma formação universitária bem diferente da minha. E começo a ver as coisas por outros ângulos, o que é ótimo. A vida não tem só dois lados.

Ela é um caleidoscópio de emoções, de ilusões feitas, refeitas e desfeitas que se sobrepõem a cada dia. E vão completando uma vida. Com sensações, emoções, sonhos realizados, conquistas, e também desilusões, decepções, tristezas e alegrias.

Eu sei dizer que as pessoas quase nunca conseguem preencher as nossas expectativas, que são tantas!! E nem as situações, tampouco. Acredito que o ser humano é eternamente insatisfeito.

Acredito que precisamos lutar para satisfazer pelo menos aquelas nossas necessidades mais fortes. Como, por exemplo, a minha. Que é fazer do mundo um lugar mais agradável de se viver. Não apenas por mim, mas pelas 3 pessoas que chegaram ao mundo por meu intermédio, direta (Tom e Biba) ou indiretamente (Helena).

Ando filosófica demais ultimamente. Reflexiva. Fazer o quê? Eu nunca poderia imaginar o que é ser avó. As avós que me vêm à cabeça são a vovozinha da Chapeuzinho Vermelho (doente, ainda por cima) e a vovó Donalda. Pelo menos essa era boa na cozinha!!

Bom, é isso. Daqui a pouco volta à realidade da minha vida de profissional, mãe, dona-de-casa, e avó!

Dá licença que preciso dormir. Sabe, tem aquela pesquisa que confirmou que pessoas que dormem mais são mais magras e eu ando engrossando a estatística oposta. Com perdão do trocadilho.

Boa semana p/ vc. E vamos continuar a nossa capacidade de nos indignarmos com as coisas. Só assim a gente consegue fazer esse mundão-de-meu-deus melhorar a cada dia um pouquinho.

segunda-feira, maio 07, 2007

Um dia memorável

A Helena nasceu!!!
Ela é linda, bochechuda, já mamou muito e está saudável.
Por isso, se eu sumir uns dias, você já sabe...
Ser vovó é uma coisa totalmente nova e "maluca"!!!

domingo, maio 06, 2007

Estúdio de mosaico

Antes


Depois



Pode não parecer, mas sou uma pessoa introspectiva. Não tô com muita vontade de falar hoje. Nem tenho muito assunto. Então, segue o "antes e depois" do meu estúdio de mosaico, onde gosto de me refugiar sempre que posso (ou seja, raramente).

segunda-feira, abril 30, 2007

Clube dos corações solitários


Beatles. 1967. O álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band é o oitavo lançado pela banda britânica, depois de 129 dias de gravações, que corresponderam a aproximadamente 700 horas. Lançado no dia 1. de junho de 1967 na Inglaterra e no dia seguinte nos Estados Unidos, é considerado até hoje como inovador, desde a técnica de gravação até a inesquecível capa. Vendeu 11 milhões de cópias só nos Estados Unidos. Em 2003, a revista especializada em música Rolling Stone colocou Sgt. Pepper's no topo de uma lista de 500 melhores álbuns de todos os tempos. (Fonte: Wikipedia)

Hoje vim pra cá (sim, tô trabalhando na emenda do feriado, mas feliz!!!) cheia de inspiração, pensando em escrever um post sobre o amor verdadeiro. Daí, pimba! Essa informação me pegou de jeito e me nocauteou. O texto saiu num átimo e eu tô lá, concorrendo na promoção da Rádio Eldorado. Eu ia publicar o texto aqui, mas desisti... vai que depois eles me desclassificam por causa disso... Então, no dia em que a promoção acabar, volto aqui e publico meu texto de 800 caracteres. Quem quiser e tiver inspiração... corre lá, participar também.


sexta-feira, abril 27, 2007

A resposta!



Até que fiz a pergunta certa... (ao contrário da Vaca de Nariz Sutil...). E a resposta chegou. E vai virar post, viu, André? Prazer!!

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Pôxa, Silvia, assim você me deixa morto de vergonha... :D


Bem, senta que lá vem história! (meus amigos dizem que eu sou prolixo, e aqui eu vou abusar disso)


A internet é um troço engraçado. Se alguém conseguir decifrar o mecanismo que leva uma pessoa a clicar um link e não num outro, a assinar um feed e não um vizinho, ela fica rica. Eu tenho 58 feeds no meu bloglines, e essa lista aumenta e diminui o tempo inteiro.


Tenho quase certeza que eu cheguei aqui por algum link lá no Pérolas das AIs (que tem uma URL tão engraçada que eu me refiro intimamente a ele como "pelos meus sais"). E como eu cheguei lá? Não lembro, mas lembro porque eu fiquei por lá: eu tenho um amigo muito querido, uma das pessoas que eu mais amo no mundo, que se formou em jornalismo agora e trabalha, o pobrezinho, como assessor de imprensa; ler um blog que fala quase só dessa profissão é um modo de eu me sentir mais próximo dessa pessoa que está lá do outro lado do país, e tentando achar seu espaço numa profissão como essa, tão instingante mas tão sofrida também.


E por que eu fiquei aqui (assinei o feed) quando eu cheguei? Bem, porque você escreve coisas bonitas (tem motivo melhor?). As coisas que você diz, o modo como escreve, me fazem, enquanto leitor, "viajar" também, viver um pouquinho das coisas que você conta, me sentir de algum modo mais próximo de outra pessoa, mesmo que essa seja uma completa desconhecida. A internet permite essas coisas. Alguém que desvalorize liminarmente essa história dos contatos virtuais pode estar jogando fora muitas janelas para o coração das pessoas, e ficar confinado somente àquelas com as quais talvez nem tenha tanta afinidade, exceto o fato de morar no mesmo prédio ou trabalhar no mesmo lugar.


E sabe porque eu finalmente comentei? Porque o tema do post era algo com o que eu me identifico muito. Eu moro próximo da Paulista, e tenho um primo, outra das pessoas que eu mais amo no mundo, que mora em Osasco, bem próximo do Shopping Continental. Esse percurso aí eu já fiz muitas e muitas vezes, de ônibus. E eu não sei dirigir, nem quero aprender. Detesto carro. São Paulo só vai resolver o problema de trânsito quando encarar o automóvel particular como o que ele é efetivamente: um inimigo da cidade; o inimigo número 1 da cidade. Tudo bem, um inimigo com o qual temos que conviver, mas um inimigo mesmo assim. Diz a lenda que em Nova York até os executivos de Wall Street andam de metrô; aqui, os ricos e remediados usam o carro até para ir na esquina (e os pobres, que não têm carro, ficam sonhando em ter um).


Transporte público é civilização. Ponto. O poder público tem a obrigação de cuidar dele e melhorá-lo, e o cidadão deveria brigar por isso, e não simplesmente querer fugir dele, construindo o seu castelo de cristal motorizado. Quando eu penso que se gastou 1 bilhão para construir um monstrengo como o Túnel Ayrton Senna, onde não passa um único ônibus, me dá vontade de morrer de tristeza, ou então virar um terrorista, e dar cabo de quem fez tal coisa.


Pois é, eu comentei lá porque eu tinha algo a dizer. Eu posso até falar muita besteira, mas eu só abro a boca quando eu acho que o que eu tenho a dizer é relevante para alguém, ou original. Você jamais me verá escrevendo assim: "oi, legal o que você escreveu; passei aqui pra dar um abraço".


E quem sou eu? Bem, como diria minha mãe: "dolorosa interrogação..." :D Eu não tenho blog, nem sinto necessidade de ter no momento. Eu tive um blog secreto em 2003, mas que durou poucos meses e não está mais no ar. Mas eu vou em muitos blogs, e comento que nem um tagarela. Algumas das melhores coisas que eu escrevi na vida estão em caixas de comentários que eu não tenho a menor idéia de como encontrar novamente. Se eu fosse um super-hacker, eu inventaria um sistema para indexar todos os meus comentários espalhados na blogosfera nesses anos todos, e aí quem sabe revolucionaria o formato, criando um blog... só com comentários. :D


Mas tem uma referência que alguns podem conhecer. Eu sou irmão de um dos blogueiros mais respeitados da blogosfera, o Marcus do blog Velho do Farol (pagerank 4, viu? :D ). Pra mim, o blog dele é um dos melhores blogs de música em língua portuguesa, mas ele fala de muitas outras coisas também, e o elogio que eu fiz não tem nada a ver com o fato da gente ter dividido a mesma placenta. É que o cara é bom mesmo. Infelizmente, ele também é de lua, e só escreve quando dá na telha. Mas vale a visita. Vale mesmo. Vá lá e fique também vestido e armado com as armas de Jorge. É de chorar. Eu chorei, de verdade.




No blog dele tem um post escrito por mim. É só procurar no dia 19 de novembro de 2006, "As Filhas da Chiquita". Ah, sim: eu também amo muito ele, mas já estou ficando repetitivo... :D


E como André Pessoa também é utilidade pública, vou terminar esse comentário com a questão do MP3 (pois é, eu tenho múltiplos interesses... :D ). O iPod é uma das maiores enganações da história da tecnologia, e eu fico possesso só de ver as keynotes do Steve Jobs, presidente da Apple, que, para minha completa desolação, é amado pelos geeks. Eu estou doido para que ele vá para a cadeia por lá, num recente processo que está rolando, por manipulação de ações da empresa. Lembro que eu já me irritei uma meia dúzia de vezes com o Pedro Doria, que é um excelente jornalista e blogueiro, mas que comete o pecado mortal de ser um defensor perpétuo da Apple no Brasil. O iPod é frágil, cheio de recursos proprietários que não interagem com ninguém, e feito para tirar o dinheiro dos consumidores, tanto nos acessórios "picotados" (nada é completo na linha dele) quanto na necessidade de comprar periodicamente um novo. Se eu morasse nos Estados Unidos, jamais compraria um iPod, já que existem modelos bem melhores da Sandisk e Creative. Até mesmo o Zune, da Microsoft (sim, aquela que os geeks odeiam) é melhor que ele. O problema é que no Brasil o mercado é pequeno e a presença do iPod é avassaladora, sobrando como alternativa real de mercado somente os "Foston" (sic) bem baratinhos. "Imagem é tudo" (você deve saber disso), e os iPods são lindos. Eles não são porcaria não (longe disso), mas deveriam custar a metade do que custam. Eu, como estou no Brasil, vou comprar um MP3 player e tenho quase certeza que vou ter que morrer num iPod mesmo. :(


É isso. Beijos.

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Agora dá licença que vou lá conhecer o Marcus Pessoa.

Bom feriadão (pra quem tem a sorte de emendar, o que não será o meu caso)!!