segunda-feira, novembro 17, 2008

Convite

Convido você, que vem aqui ao Efeito Pimenta, a ir me visitar no meu novo blog, onde contarei tudo sobre a minha nova empresa, a Casa Amarela 140 comunicação 2.0, nascida bem dentro da filosofia da Web 2.0.
O Efeito Pimenta vai continuar no ar, mas as atualizações relativas à Comunicação e Jornalismo ficam mesmo reservadas para o blog novo.
Meus comentários ácidos e raivosos a respeito de algumas coisas que acontecem nos bastidores do Jornalismo (e com as quais não concordo) continuam registrados aqui, mas não vou mais alimentar isso, não.
Ah, sim, e o bom e velho Consulta Sentimental também continua valendo.
Até!

quarta-feira, novembro 12, 2008

Workshop PR 2.0


Eu tava lá. Pessoa certa no lugar certo (embora claramente acima do peso!!!).
Gostei de ter participado, já sei pra que lado eu vou.
Quer ver mais? Clica aqui.

terça-feira, novembro 11, 2008

Boteco Bohemia, o resultado

Tô cansada demais pra qualquer coisa, mas deixo aqui o registro do agradecimento da Rafa, minha querida nora do meu coração (de verdade).

Obrigada tb a quem participou!

Amigos, Amigos, Meus queridossss...
É com muita alegria que venho aqui contar o resultado do Boteco Bohemia, que coloca 31 bares para concorrer entre si nos quesitos de Melhor Petisco, Melhor Atendimento e Melhor Ritual de servir a Bohemia.
O Portella ficou em Terceiro lugar no Melhor Petisco, em Terceiro lugar no Melhor Atendimento e em Segundo no Melhor Ritual de servir a Bohemia, fomos o único bar a subir no palco para receber "o troféu" nos três quesitos. A festa foi tamanha que teve gostinho de primeiro lugar em tudo, algumas pessoas se aglomeraram em frente ao nosso estande para participar da festa que não se calava ao som de Jorge Ben Jor num grito de Portella, Portella, Portella. Foi demais, chorei, choramos muita emoção, muito trabalho, muita dedicação, muito amor... Sem palavras!
Não poderia deixar de vir aqui e agradecer, agradecer muito, pois o prêmio é resultado de muito trabalho e esforço, mas principalmente de amizade e de carinho.
Ano que vem estamos aqui novamente para lutar com mais força, mais garra pelo Primeiro lugar e nos programar mais para todos vcs estarem lá no dia da premiação, comendo, bebendo, cantando, torcendo...
Obrigada, Obrigada, Obrigada de coração.
Um grande beijo,
Família Portella

quarta-feira, novembro 05, 2008

Animais no zoológico e não no circo!


Todo mundo já sabe que não morro de amores pelo Fantástico... E muito menos por matérias que mostram o lado "negativo" da realidade. Por outro lado, gosto de saber que existe a posibilidade de participação efetiva para melhorar alguma coisa.

E este é o caso, que o meu amigo escalafobético informou lá no blog dele.

O caso é o seguinte:

Precisamos de uma lei federal que proíba circos e outros espetáculos de apresentarem atrações com animais e existe um projeto (Projeto de Lei 7291/2006) proposto pelo Senador Álvaro Dias em tramitação no Congresso Nacional para votação de uma lei proibindo animais, silvestres ou exóticos em circos em todo o Brasil.

Existe também um abaixo assinado a ser enviado ao congresso clamando pela votação e aprovação dessa lei, convido a todos a assinar. Mas não para por aí, quero ver todos “senvorvê” nessa divulgando o projeto e o abaixo assinado.

(copiado do blog do escalafobético)

Vamos clicar e participar??

terça-feira, novembro 04, 2008

11 de novembro


Nesse dia, você me achará aqui ó: http://w3editora.relazione.com.br/uploads/pr2.pdf
Estou animadíssima!

Tô estruturando minha empresa de novo, que se chama Imagem Paulista de Comunicação. Mas não sei se ponho outro nome fantasia... Não sei. Pensei em por o nome que tá na placa de mosaico aqui da frente da minha casa (aque fui eu que fiz, by the way) - Casa Amarela 140. O que vc acha? Vou seguir o exemplo da minha amiga virtual Vanessa (dona do blog de visual mais lindo que eu conheço), que abriu a simpaticíssima Mangue Comunicação, lá no Nordeste.

Eu só sei que dessa vez a coisa é irreversível. Todos os indícios apontam para esse caminho. Então vai ser assim: minha empresa vai se especializar em levar o conceito da Web 2.0 para a comunicação interna das empresas. Meu foco será esse. Nada de assessoria de imprensa, que o mercado já tá inchado e eu detesto relatórios pra ter que "provar" pro povo do marketing que nosso trabalho é válido.

Vou pegar a onda do Prêmio Imprensa Embratel, e vou botar pra quebrar! Aliás, você já leu a minha grande reportagem, que foi uma das 3 finalistas do prêmio? Pra fazer download, precisa preencher uma ficha cheia de detalhes, mas eu, particularmente, acho que vale a pena, né??

Um dos meus projetos é conseguir patrocínio para o livro que vai celebrar os 45 anos da Traditional Jazz Band. Também planejamos fazer um vídeo. E um hotsite. E shows especiais para os patrocinadores. Sempre gostei da área cultural, mas ando mergulhada há uns 8 anos pelo menos na tecnologia. A proposta, agora, é casar um pouco as coisas... quem sabe consigo...

quarta-feira, outubro 29, 2008

Pasta de elogios

No frio e competitivo ambiente corporativo, elogios são artigo de luxo. Então, estabeleci comigo mesma uma prática que tem me ajudado a enfrentar aqueles momentos difíceis, que mais cedo ou mais tarde todos temos que atravessar. Em todo lugar onde trabalho abro uma pastinha no Outlook para onde arrasto os eventuais elogios. Quando dá aquela crise de auto-estima baixa, ou quando os problemas chegam (e eles sempre chegam), vou até essa pastinha, leio alguns elogios e volto para a realidade. Isso me ajuda. Talvez ajude mais alguém. O ser humano é movido a elogios. Embora as broncas sejam bem mais comuns.

quarta-feira, outubro 22, 2008

O quase prêmio

Lembra que eu contei que estava na final do Prêmio Imprensa Embratel? Então, foi ontem a festa de premiação lá no Rio de Janeiro, aquela cidade maravilhosa, e vc, se vê a Globo, deve ter visto a emissora se gabar de ter ganho o Prêmio em algumas categorias.

A minha categoria era TI, Comunicação e Multimídia - Veículo especializado. Misturar TI, Comunicação e Multimídia já me parece algo meio forçado. Mas tudo bem. Foram 62 inscrições e eu fiquei entre as três finalistas, junto com a Roberta Gonçalves, que escreveu uma matéria bárbara sobre como a tecnologia pode ajudar na área de saúde.

Lógico que no fundo eu tinha uma esperança de que talvez o sucesso sorriria para mim, que sempre tive uma carreira tão instável e me torturei durante dias com o que eu falaria se subisse ao palco. Que roupa usaria? O que faria com o dinheiro do premio? Confesso que todas essas dúvidas me assaltaram nos últimos dias e obviamente que fiquei decepcionada por não ter sido escolhida.

Por outro lado, fiquei aliviada por não ter que subir naquele palco e encarar aquela platéia que lotava o Canecão. Não sou boa com multidões (na verdade, nunca encarei uma assim tão grande na minha life).

Agora, lá vão as minhas considerações, um pouco ácidas, as minhas análises de pessoa um tanto quanto decepcionada com a carreira.

O júri preferiu quase sempre premiar matérias com tom de denúncia, que enfocavam o drama de pessoas "esquecidas"pela sociedade, ou que falavam de violência, crimes, esse tipo de coisas. Matérias que parei de ver há tempos, em decorrência das minhas crenças espirituais.

Eu acredito que se a imprensa procurasse seguir justamente o caminho inverso, ou seja, falar das boas iniciativas que deram certo, das pessoas do bem, dos políticos honestos, das ações de caridade, então o mundo poderia de fato melhorar.

Uma das matérias "resgatou" um atleta do passado de seu presente triste, e conseguiu doações que o ajudaram a ter tratamento médico e a melhorar de alguma forma a sua vida. Nesse tipo de jornalismo, sim, eu acredito.

Acredito que denunciar por denunciar, esperando que o governo ou "alguém" faça alguma coisa não leva a nada.

No meu "discurso" ensaiado mentalmente, eu ofereceria o prêmio à minha neta, meus filhos (o que engloba a Rafa), meu marido, meus pais e diria que o prêmio tem muito significado para mim, que, depois de uma carreira extremamente instável, chegava até ali, provando que é possível equilibrar carreira e vida pessoal. "Porque eu nunca negligenciei minha vida pessoal em detrimento do trabalho e me orgulho disso", teria eu dito, caso tivesse subido naquele palco.

O problema é que eu mesma não sei se acredito nisso, hoje. O jornalismo - acredito eu - é uma das piores careiras porque exige que o jornalista enxergue a sua profissão quase que como uma religião. É preciso acreditar na profissão, no seu poder, no status que ela proporciona. O que tinha de jornalista ali convencido de que era o máximo, o rei da cocada, ou então aquela que é casada com o editor... Dúvida: porque no jornalismo o nepotismo, ao invés de ser condenado, é incensado? Não entendo isso.

Outra observação: poucos jornalistas acreditam em Deus. Apenas uma jornalista "lembrou-se" de agradecer a Deus aquele momento de glória que ela vivia.

Eu acho que optar sempre pelas matérias de denúncia é um buraco sem fundo em que o jornalismo se perde. O jornalismo poderia ter um papel mais efetivamente transformador da realidade se voltasse seus olhos e suas pautas não para o lado negativo da sociedade, sob pena de reforçá-lo ainda mais, mas para o lado positivo, o lado da Luz (e não das trevas...).

Sei que vou ser muito incompreendida por esse meu ponto de vista, que pode parecer "alienado", ou talvez muito "Poliana" demais. Porém, insisto, é preciso pautar matérias que falem do lado bom da Humanidade, de solidariedade, de amizade entre vizinhos, do pessoal que mora na favela mas é "do bem".

É preciso falar da gentileza, da delicadeza, dos bons exemplos, para que eles sim sejam copiados e reproduzidos em todo o nosso País, sem esperar pelo governo, por ninguém.

Os jornalistas que buscam as pautas focadas da violência, nos crimes e no lado negativo da realidade têm a ilusão de que os Homens estão abandonados por Deus à sua própria sorte. Mas não estão.

Eu acredito que nada nesse mundo é por acaso. Talvez aquela platéia não recebesse bem essas minhas idéias um pouco "subversivas". Mas eu acredito, no fundo da minh'alma, que estamos aqui com a finalidade de aprendermos a amar uns aos outros, a fazer pelos outros aquilo que gostaríamos que fizessem a nós. Desse jeito, sim, o mundo poderia mesmo melhorar rapidamente.

Eu sei dizer que o dia foi ótimo, almoçamos no chiquetérrimo Garcia & Rodrigues, no Leblon, e o Rio de Janeiro continua lindo.

Também notei uma coisa engraçada: os cariocas têm orgulho de serem cariocas, né? Já os paulistas e os paulistanos.... parece que têm vergonha de serem assim tão sem graça. E posso falar isso, pois sou paulista e paulistana.

Bom, falei demais, e não dá pra atualizar muito isso aqui, sorry... Agora em vez de emprego quíntuplo, como já entreguei minhas matérias, estou com tarefas quádruplas. Rsrsrs.

terça-feira, outubro 14, 2008

Alucinadamente


Tô trabalhando alucinadamente. Normalmente não gosto de usar o blog pra "desabafar", mas hoje vou abrir uma exceção, mesmo porque o blog é meu e eu faço aqui o que eu quiser.


Minha vida profissional está quíntupla!!


1) Estou cobrindo as férias de uma amiga em uma assessoria de imprensa de uma daquelas "gigantes" de tecnologia. Enquanto ela descansa na Europa, eu ralo na check list do que tem pra fazer p/ a Futurecom! Será que vc consegue imaginar uma to do list diária com uns - digamos - 30 itens? E o salário, ó... Mas adoro as pessoas e o trabalho é "confortável", por ser meu velho conhecido. E acaba no fim deste mês.

2) Faço um projeto de Comunicação Interna para outra empresa de tecnologia e amo esse trabalho. Tenho enorme prazer em escrever matérias sobre gente comum, gente como a gente. É muito bacana. Mas hoje descobriram um erro no material que veio da gráfica. Trocaram o nome de uma pessoa - era um erro que eu não poderia ter identificado, pois não conheço todos os funcionários. Enfim... c'èst lá vie. Tenho um contrato de 2 anos com eles, mas um ano já se foi. Pagam muito bem.

3) Continuo colaborando com o lugar para onde eu trabalhava com salário fixo até agosto. Não dá pra virar as costas. E continuo tendo dificuldades com o estilo do chefe. Pagam muito mal.

4) Estou fazendo frilas para uma revista de telecom. Tinha duas matérias para entregar hoje, uma de 10 mil caracteres e outra de 4500. Será que alguém tem noção do trabalho que dá?? Pagam relativamente bem e eu aprendo muito, adoro fazer entrevistas com pessoas inteligentes, adoro escrever sem ter que pedir pra ninguém aprovar nada (coisa que não acontece em nenhum dos itens anteriores).

5) E tem o jornal do centro espírita que eu freqüento. Não recebo nenhum pagamento "material" para fazer, mas espiritualmente, faço meu "tesouro no céu" - tudo bem, tesouro é um exagero. Um cofrinho daqueles de porquinho, no máximo, rsrsrs.


Entendeu porque eu sumi do seu blog? Quase meia noite, preciso dormir.





quinta-feira, outubro 02, 2008

Ser do contra

Quando eu fiz Psicologia na PUC (calma, não me formei, foram só dois anos e meio até eu perceber que não poderia ter um "paciente"), tinha uma matéria com o pomposo nome de Problemas Filosóficos e Teológicos do Homem Contemporâneo, mais conhecida como PFTHC. Ela queria ensinar a gente, um bando de meninas em torno dos 18 anos (eu ainda tinha 17) a ter uma tal de "consciência crítica da realidade". Eu já tinha estudado no Equipe, então já tinha uma idéia sobre isso. Mas na PUC a coisa foi reforçada. Basicamente, essa disciplina me ensinou a não aceitar as coisas sem questionar. Acho que todas as faculdades deveriam ter uma disciplina como esssa no primeiro ano.
Mas toda essa introdução nostálgica (nariz de cera) foi pra falar sobre o protesto que os cegos estão fazendo contra o filme do Fernando Meirelles "Ensaio sobre a Cegueira". Querem até fazer boicote ao filme!! Fiquei indignada com isso. Não vou falar o que pensei, porque é um pouco cruel. Mas a questão é que o filme é maravilhoso e de maneira nenhuma coloca os "cegos" como "monstros", conforme alegam os que protestam. Existe gente do bem e do mal, quer sejam cegos ou não, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Acho muita ingenuidade, ou muita exacerbação do "politicamente correto", essa atitude de alguns cegos norte-americanos contra o filme. Cada uma!!
O filme é uma metáfora sensacional maravilhosa. Outro dia vi um documentário sobre o making off do filme, e via a reação emocionada do Saramago quando as luzes da sala se acenderam. Foi maravilhoso para ele ver seu filme retratado na tela com tanta poesia. A violência nunca é gratuita e é mostrada de forma quase sutil. A fotografia é esplendorosa, a trilha sonora casa direitinho com as imagens e com a história. O filme é chocantemente surpreendente, foi produzido de forma altamente profissional e àbsolutamente não merece esse tipo de recepção em território norte-americano.
Conclusão: ainda que eu acredite que seja importante conservar essa visão crítica da realidade, vamos com calma, né pessoal? Uma coisa é uma coisa e outtra coisa é outra coisa. O filme é maravilhoso e respeita os cegos. E ainda tem final feliz, o que pra mim é fundamental. P/ que a gente saia do cinema sob o impacto dele, mas com esperança de que tudo pode acabar bem.
E só mais uma coisinha: num desses livros de auto-ajuda ou de neurolinguística, aprendi uma coisa bacana. Se a gente quer reforçar o lado positivo das coisas, lutar contra o lado negativo não vai ajudar, ao contrário, apenas vai reforçar aquilo que queremos combater. Melhor reforçar o lado positivo, para que o negativo se anule. Será que fui clara?? Acho que não... Mas o tempo esgotou, outro dia explico melhor.

domingo, setembro 21, 2008

Las Vegas 2

Tentei comprar ingresso para o Cirque Du Soleil, mas não deu certo. Então fui ver Blue Man Group (foto do site), aproveitando o upgrade que era dado aos participantes do evento. Fiquei quase grudada no palco, foi muito bacana e recomendo, mas não consigo descrever....


Tirei esta foto antes de avisarem que não podia.... Esse foi um dos momentos mais legais do show.... esses bonecos "dançam" de uma maneira inacreditável!!!!




Veja quem estava por lá: Stevie!!





Julia estava feliz: ganhou várias rodadas no black jack....

Angelina e Brad também estavam por lá.


Fachada da loja onde comprei perfumes (fica na calçada do Venetian)

Prédio do milionário Trump: a foto não consegue mostrar o quanto o prédio brilha. Dourado, é igual a uma barra de ouro espetada no chão de Las Vegas.

Caminho que você percorre do lobby para o cassino e para os quartos.

Lobby do Venetian, check out.
Trenzinho no aeroporto de Dallas, indo de um terminal para outro.
Aeroporto em Dallas: hora de voltar pra casa.

quarta-feira, setembro 17, 2008

O lado bom de ser jornalista

Temos que admitir que a profissão de jornalista às vezes nos proporciona excelentes oportunidades. É só não deixar a "fama" subir à cabeça e não usar adjetivos demais nas matérias. Essa terceira viagem ao estado norte-americano de Nevada está quase perfeita.
Seguem algumas fotinhos que não me deixam mentir (fiz esse post inspirada pela Fran, que gostaria de conhecer essa cidade maluca).
O ideal é ver as fotos de baixo para cima, não sei publicar de outro jeito.... sorry.
Algumas pessoas tinham coragem de pular nesse lugar (o Ghost Bar fica no 53 andar do prédio) - isso é um chão de vidro, dá pra entender? Estou de sapato preto e branco, fingindo que estou pisando no chão, mas nem isso tive coragem de fazer.
Meu drink: gelo, limão siciliano e... água!! Viram o arco-íris ao fundo??

Vista (a partir do Ghost Bar) do (cafonérrimo) Hotel Rio, onde fiquei na primeira vez em que estive em Las Vegas


Festa dos jornalistas no Ghost Bar (sim, depois ficou mais animada)



Luminária doida na praça que imita aquela praça italiana (que eu não conheço). Tomei sorvete de lichia, vendido nesse quiosque. Bom, mas o de limão siciliano é melhor




Sim, eu estou aqui





E do lado de dentro. Sim, o céu é fake.













Gôndola do lado de fora....







Banheira, onde já tomei dois banhos de espuma e de sais e onde pretendo tomar pelo menos mais dois








Roupões do banheiro, com bilhete que estão à venda, para que ninguém queira levar p/ casa, distraidamente, sabe como é....









Banheiro de estrela de cinema do quarto do hotel










Cama king size do hotel











Sofá do quarto do Hotel Venetian












Porta automática na entrada para o trenzinho



























Falsos coqueiros, já no saguão do aeroporto.














Ao chegar em Las Vegas, você deve obrigatoriamente tomar esse trenzinho fantasma (sem motorista) que leva você até a saída do aeroporto, onde pode escolher: um táxi ou uma limo?



terça-feira, setembro 09, 2008

Inspiração

Eu devia estar trabalhando, mas preciso fazer outra pausa pra dizer que cada vez mais vejo como as pessoas (inclusive eu mesma) estão trabalhando cada vez mais e mais e mais. Tenho exemplos, quase todos os dias, de gente que deixa até as necessidades básicas de lado (como, por exemplo, comer e dormir) em detrimento do trabalho. Mas será que vale a pena tanta dedicação? Todo mundo quer ser ultra-mega competente. Não sei, tenho minhas dúvidas sobre esse tipo de comportamento.
E eu sei que colho o que plantei, ou seja, por um lado, colho uma vida profissional meio conturbada, sem muitas certezas. Por outro lado, colho mais tempo com a minha família, com os amigos. Traduzindo: menos dinheiro, mas mais qualidade de vida.
Minha receita é essa.
No caso dos jornalistas, acho que eles são os que mais conseguem equilibrar as coisas - dado o grande número de convites que as assessorias fazem a eles (nós, no caso). Sempre tem um jabazinho qualquer para consolá-los (consolar-nos): uma viagenzinha nacional ou internacional, um jantar, um almoço, um presentinho qualquer.... E os limites entre o que é ético ou não aceitar estão cada vez mais confusos, especialmente para as novas gerações. E até p/ mim, também, confesso.
Bom, é isso, só pra registrar meus pensamentos desencontrados.
Agora preciso terminar uma tarefa.
Bye.

sexta-feira, setembro 05, 2008

Tabelas

Nós, jornalistas, temos a tabela do sindicato para dar uma pista de preço do nosso duro ofício. Mas dizem que essa tabela é uma ficção, que não dá para cobrar o que ela determina. O que vc acha disso? E se te oferecessem 1/3 do valor da tabela pelo seu trabalho... Vc aceitaria?

terça-feira, setembro 02, 2008

Meu poder de comunicação....

.... não anda mesmo muito bom. (ler primeiro o post anterior). Tenho que admitir.

Não, Contorcionista. Fui EU que escolhi Jornalismo e estou em uma fase em que não tô gostando muito de conversar. Rsrsrs

Não, Decolando. Não é tão grave fazer escova definitiva. O problema é que a garota (minha filha) só tem 15 anos e o cabelo dela era lindo antes de ficar lambido. E além disso, eu queria ter feito um paralelo com as escolhas adolescentes: eu escolhi o rock e ela, a definitiva. Rsrsrs

Vários assuntos


Pergunta do milhão: como é que uma pessoa que não gosta de conversar vai fazer Jornalismo?? (pra quem estiver em dúvida sobre a carreira: só gostar de escrever não é suficiente, tá?)

Olha que bacana essa notícia do Blue Bus:

Museu comprou a lingua dos Rolling Stones logo criado em 197009:32 O Victoria and Albert Museum, de Londres, anunciou hoje que comprou o original do logo dos Rolling Stones, a famosa lingua vermelha. O trabalho foi arrematado num leilao nos EUA por USD 92,5 mil. O logo famoso, inspirado na boca de Mick Jagger, foi criado em 1970 por um estudante de arte de Londres, John Pasche, e utilzado pela banda pela 1a vez no ano seguinte, no album 'Sticky Fingers'. Pasche vai usar o dinheiro para pagar a educaçao do filho. Noticia da AP. Gratis listas de noticias por email. 02/09 Julio Hungria

Esse símbolo me lembra assim os meus 13 anos, quando descobri o "rock". Até então eu gostava do Burt Bacharach, que era o gosto musical do meu pai, na época. Bacana isso, né? A pessoa começa a crescer, começa a ter seus próprios gostos e escolhas. Digo isso pra tentar me convencer de que a escova definitiva que minha filha fez ontem é uma coisa "legal", de alguma forma. Os filhos sempre surpreendem os pais.

sexta-feira, agosto 29, 2008

Um pouco de ficção

Olha, não sei se tenho talento pra ficção. Mas gostei de escrever esse conto aqui. Ah!! Se eu pudesse / soubesse ganhar dinheiro com isso... Eu chutaria essa minha profissão de jornalista pra beeeeeeeemmmmmm longe. O bom de ter um blog é isso: faço o que eu quiser aqui, o que me der na telha!! (essa gíria que usei denuncia minha idade avançada, hahaha)

Só mais uma coisinha: ontem e hoje saíram notas que escrevi no site da Teletime e eu tô curtindo muito esse mercado de telecom! (não dá pra botar link, é conteúdo fechado, e nem tem meu nome, então, relaxa, e me fala o que achou do meu conto, com nota, por favor).

O primeiro (e o segundo) amor

Na rua onde eu morava quando era pequena havia duas irmãs gêmeas: Deise e Denise. Elas eram lindas. Loiras, de cabelo comprido, ondulado, emoldurando o rosto fino e delicado, iluminado por olhos azuis muito claros. A pele branquinha, as duas eram muito legais e todo mundo na rua gostava delas.

Toda tarde, depois que chegávamos do colégio, a gente ira pra rua brincar de queimada, esconde-esconde e pega-pega. Havia muitas outras crianças também, de modo que era uma festa! Na hora de entrar pra jantar, ninguém queria. Mas elas eram obedientes e bastava que a mãe delas chamasse uma vez e iam embora.

Parecia que nada poderia acabar com aquela felicidade infantil, da gente.

Mas logo a adolescência chegou e começaram as paqueras. Meninos e meninas que antes brincavam juntos, passaram a se enxergar de maneira diferente.

O garoto mais bonito da rua se chamava Edson e as gêmeas também gostavam dele. Ele era alto, forte, moreno, de olhos verdes. Praticava esportes e costumava viajar nos fins de semana pro Guarujá. Então, ainda por cima, era bronzeado. Mas não é só isso. Ele também era legal. Sabe aquele tipo que ajuda as velhinhas a atravessarem a rua? Que dá um prato de comida ao mendigo da vizinhança? Que ajuda os mais velhos a carregarem a sacola pesada? Esse era o Edson, sempre procurando ajudar os outros.

Lógico que ele percebia que tanto a Deise quanto a Denise gostavam dele. Muitos de nós confundíamos as duas. Mas o Edson sempre foi mais observador, e logo percebeu que a Deise tinha uma pintinha do lado do olho direito, que a Denise não tinha. Não sei se foi por isso que ele escolheu a Deise. Vai ver, ele achava que aquela pintinha dava um charme especial. Sei lá. Eu mal enxergava aquela pintinha minúscula.

Eu só sei que as duas irmãs, que sempre foram tão amigas, começaram a estudar em horários diferentes na escola. Deise ia de manhã e Denise à tarde. Nunca mais usaram roupas da mesma cor. E a gente passou logo a diferenciar as duas. Porque a Deise estava sempre sorridente, como sempre. Mas a Denise andava com uma cara emburrada, quase não conversava mais com ninguém.

Ninguém entendia porque ela tinha mudado tanto. Mas aos poucos fomos percebendo. Denise ficava ainda mais brava quando via os dois de mãos dadas, passeando pelo bairro: Deise e Edson.

Havia na vizinhança um outro menino, o Cláudio, que era o oposto do Edson. Mal-encarado, ele cabulava as aulas e sempre procurava o ponto fraco de alguém pra inventar um apelido que deixava aquela pessoa chateada. Uma era sardenta, o outro, narigudo, Vivia apontando os defeitos dos outros. Quem era aleijado, então, aí que ele não deixava barato. Fazia piada, ria alto, apontava na rua e a pessoa ficava sem graça.

Ele mesmo não era nenhum padrão de beleza: era meio gordinho, nem alto nem baixo, cabelos e olhos castanhos, um cara bem comum, sem nada de especial. Pois foi justamente ele que a Denise escolheu. Começou a paquerar o moleque e logo começaram a namorar.

Um belo dia, ele roubou o diário da Denise e o caderno de capa dura, encapado com um papel brilhante marrom, passou pelas mãos de toda a garotada. Foi horrível. Não tinha como não ficar sabendo da história da Denise. Ela confessava nesse diário que sempre amou o Edson, que nunca perdoaria a irmã por tê-la passado pra trás pra ficar com ele. Que mal conseguia olhar para a felicidade da irmã, e que elas mal se falavam.

No diário, estava também o plano dela: assim que completasse 18 anos (ela estava com 17) iria fugir com o Cláudio para bem longe dali. Ninguém nem iria sentir a sua falta. Não pretendia nunca mais voltar àquele bairro, e não iria falar com mais ninguém da família dela.

O problema é que a garotada da rua – apesar dela achar que não – gostava dela. A gente lembrava da menina que ela era antes de tudo isso acontecer. E o Cláudio, por mais sacana que fosse, também não tinha a menor vontade de fugir com ela e de assumir essa responsabilidade.

Enquanto isso, Deise e Edson – que também souberam dos planos de Denise – tentavam buscar uma forma de resolver a situação. Foi quando Edson fez uma confissão muito importante para Deise. Ele disse que também tinha um irmão gêmeo, o Eduardo. Nisso, Deise quase caiu da cadeira!

- Como assim, Edson? Como pode ser uma coisa dessas? Você nunca me contou sobre esse seu irmão!
- É que a história sempre foi escondida pela minha mãe, Deise. Ela tem vergonha do que teve que fazer. Quando nós nascemos, mamãe foi abandonada pelo marido, nosso pai, e não tinha como cuidar sozinha de dois bebês, aqui em São Paulo. Então, ela deixou meu irmão aos cuidados da minha avó, que mora em Recife. Depois, ela se casou de novo, fomos lá buscar meu irmão, mas ele já tinha 9 anos e não quis sair de perto da vovó, que sempre o criou. Nós conversamos sempre. Eu sei que ele também está triste por lá. Faz dois meses que vovó morreu, e ele não tem mais vontade de ficar lá. A vinda dele está programada para o próximo fim de semana.

A história do irmão gêmeo de Edson também se espalhou pela vizinhança, mas todos concordaram em não contar nada para Denise, que já tinha brigado com o Cláudio, por causa do diário. Lógico que ela nunca nem sonhou que todo mundo ficou sabendo dos segredos dela. Até então, ela achava que apenas o Cláudio tinha lido as suas confissões.

Daí, o pessoal resolveu fazer uma festa surpresa para comemorar a chegada do Eduardo, naquele sábado. Denise não queria ir nessa festa de jeito nenhum. Ninguém contava o motivo da festa pra ela e ela começou a achar que seria a festa de noivado da sua irmã. Mas todo mundo insistiu tanto pra ela ir, que ela resolveu dar uma passadinha lá.

O salão do clube estava todo enfeitado, com luzes coloridas e o DJ era bem bacana, o som estava animado. Denise até abriu um sorriso, depois de tanto tempo.

- Ah, quer saber! Chega desse ciúme bobo. Vou é começar a paquerar de novo e quero mais é dançar muito e me divertir – ela falou pra mim.
- É isso aí, garota. Que bom ter a nossa querida Denise de volta à turma!

Nesse instante, o Eduardo entra no salão. Ela o vê (pensando ser o Edson) e seu coração dá um pulo. Por mais que ela tente controlar, não consegue tirar os olhos dele. E ele dela.

- Oi, gatinha, tá sozinha?
- Que foi, agora, hein, Edson, tá me estranhando? Daqui a pouco a minha irmã chega, pára com isso.
- Hahaha! Todo mundo confunde a gente.
- As pessoas confundem a minha irmã comigo! Mas você nunca nos confundiu! Como assim “confundem a gente”? Do que você tá falando?
- Muito prazer, meu nome é Eduardo, disse ele com aquele sotaque nordestino, estendendo a mão para Denise.
- Ah, tá bom! E o meu é Princesa Fiona!
- É verdade, sou o Eduardo, irmão gêmeo do Edson e estou chegando hoje a esta cidade. Você pode me levar para conhecer as redondezas? Prometo que te explico tudinho!

Lá vem ele de novo com aquele sotaque super charmoso! Ele repete toda a história do incrível irmão “perdido” para a Denise. Nisso, ela já tava até com as pernas bambas, sem querer acreditar no que via e ouvia.

E assim termina essa história fantástica sobre o ciúme. Nem preciso contar a continuação, né?

quarta-feira, agosto 27, 2008

Consagração + Crise

Na verdade, eu ando meio chateada com os rumos que minha vida profissional tem tomado, ultimamente. Beeem chateada, vou confessar. Fui comunicada, de um dia para o outro, que meu contrato de trabalho na Conteúdo Editorial mudaria. Da água p/ o vinho. Tipo assim (simplificando): ganhar a metade do que ganho, trabalhando o mesmo tanto... que tal?? Neste mês, eles vão me pagar minhas férias e eu - obviamente - continuo trabalhando. Por isso que digo que férias são um luxo reservado a poucos.

Mas a vida nos traz alegrias, mesmo nos momentos mais críticos, né? E a "consagração" de hoje chegou por e-mail. (acho que a maioria entende inglês, I hope)

Hi Silvia, Thanks for your email. It is good to hear from you. I did see the banner/ poster in the Lenovo office in Campinas and I loved it!! I am going to suggest to my colleagues here that we try to create something similar as well! I will send you the information you request by the end of the day today. Thank you.

Seguinte: ela é uma executiva norte-americana que até tirou foto do meu trabalho p/ levar para a "matriz". Meu sonho dourado/prateado é pegar mais projetos como esse. Mandei email pedindo informações para fazer uma nota para o banner a que ela se refere. E ela me vem com esse elogio tão espontâneo!! Trata-se de os EUA "comprando" uma idéia made in Brazil. Isso é fantástico! Fala sério.

Ando cansada, física e mentalmente. Preciso muito de férias.... Nem sei quando foi que saí de férias nas últimos anos. Acho que foi em 2004, antes de ser demitida da Item. Eles me informaram que iam me dar férias também de um dia para o outro. Então, não viajei, não havia nada planejado. Ando em um daqueles dias em que a pessoa precisa desabafar, sabe?

Eu não fico revoltada, não, porque sei que nada é por acaso. E que se uma porta se fecha, outras podem se abrir. Mas triste, eu fico. Afinal de contas, tenho pesadíssimos 50 anos nas costas e não imaginei que estaria nessa luta tão ferrenha, com essa minha idade. Certamente deve ter uma razão pra isso. Também fico imaginando se eu não deveria ter acabado a Psicologia (entrei na PUC com 17 anos, mas desisti... e fui fazer Jornalismo).

Pensamentos como "por que comigo, de novo??" me assaltam a mente, e eu tento combatê-los com meu melhor ânimo. Mas confesso que ando meio impotente, enfraquecida. Fico me perguntando "onde foi que eu errei? Onde é que eu erro sempre? Por que repito os mesmos erros??" Pode ser que minha autoconfiança seja um pouco exagerada. Quem me vê não diz. Mas eu "me acho", vai ver, né? Acho que escrevo rápido e bem, mas essas não são as únicas qualidades buscadas em um profissional da minha área. Não leio nas entrelinhas, não sou política, não sei puxar o saco de ninguém. Não acho que eu esteja errada. Eu simplesmente sou assim, fazer o quê?

Não costumo "usar" meus blogs p/ desabafar. Ninguém tem nada a ver com os meus problemas, né? Mas dessa vez, o post saiu desse jeito tosco e peço que me perdoe pelo baixo astral. Preciso me fixar no email acima, ler várias vezes, pra ver se melhoro de ânimo e continuo na luta (ou seria guerra??).

Sabe aquele pensamento positivo especial, que peço a você de vez em qundo?? Dessa vez tô precisando muito. Admito, humildemente. E lanço ao Universo essa minha tristeza, para que ela se modifique, em um processo de alquimia virtual, e que se "evapore" da minha vida, de uma vez por todas.

Obrigada pela atenção dispensada e espero voltar em breve, com boas notícias.

quarta-feira, agosto 06, 2008

Diretamente de Angola


Meu amigo Paulinho (Paulo Araújo ou Francisco Paulo) está há um mês em Angola. Ele apareceu aqui no blog quando almoçamos juntos para que ele conhecesse a Haydèe, também amiga, também jornalista, que nos apresentou, mas que não o conhecia pessoalmente, apesar de amigos há loooonga data.

Chegou agora um email dele contando coisas sobre o País. Acho legal dividir com o público aqui do Efeito Pimenta, pois é bem aquela coisa de "bastidores da notícia". Ele foi trabalhar naquele jornal de economia que foi lançado lá em Angola, sabe?

Bom, deixa ele falar:

Queridos amigos,
Quase um mês depois de ter chegado aqui, envio um longo e-mail sobre as minhas impressões de Angola. Desculpe qq erro de digitação, concordância etc.
abs
Francisco Paulo
A COMIDA
Muita batata, mandioca, caldos, um tipo de pirão, feito de milho branco, chamado "funge" (a angolana está pronta para casar quando sabe fazer um bom funge), peixes à vontade, enfim, feijão, arroz, comida para quem precisa de muita energia para enfrentar jornadas exaustivas e muito calor. Nas ruas, as zungeiras (ambulantes) vendem de tudo: bananas, laranjas, abacaxis (ananás), verduras, legumes. O café é saborosíssimo (Angola já foi o quarto produtor mundial) e os doces, herança boa dos portugueses, de morrer de felicidade.
O CLIMA
De maio a setembro, a corrente marítima que vem do sul faz os angolanos viverem um tipo de inverno agradabilíssimo, chamado de "cacimbo". É preciso usar casaco à noite, o céu fica completamente cinza durante o dia e, na hora do pôr do sol, o astro-rei dá um verdadeiro espetáculo, banhando-se no mar em formato de bola de fogo amarela. Aqui é possível fitar diretamente o sol e não ficar cego. Ele é tão lindo quanto a lua, uma verdadeira "Lua Valda-Esso".
A CAPITAL
Não se sabe se são 4 ou 6 milhões os habitantes. No país todo, talvez 14 milhões, numa area do tamanho do estado do Pará. Luanda é, foi e sempre será um cidade belíssima. Uns já chamaram-na "Rio de Janeiro de África" ou a "Lisboa dos Trópicos". De fato, há uma baía majestosa, uma ilha finíssima que corre defronte e dois níveis de terreno, tal qual em Salvador, que permite-nos ver o mar de praticamente todos os sítios e esplanadas. Estamos exatamente no mesmo paralelo de Recife. Morar no centro é bom, por causa do trânsito louco. Na Zona Sul, há dezenas de condomínios fechados onde mora a maioria dos brasileiros. Lá também fica o único shopping da cidade, exatamente igual a todos os shoppings do mundo. Tem lojas da MOfficer e livraria Nobel.
A ARQUITETURA
Portuguesa, colonial, com casarios imponentes, quintas afastadas, sobrados e edifícios com toques modernistas, típico dos anos 1960. Não há uma só caixa d'água na cidade, pois aqui copiou-se a tecnologia americana de pressão hidráulica para abastecer as casas. Não havia garagens para carros. Todas essas casas, vale lembrar, foram abandonadas às pressas em 1975 e ocupadas por pessoas que nunca tinham usado pia, sanitário, elevadores etc. Tudo precisa de reparos hoje. Alguns imóveis foram demolidos pra dar lugar a prédios novos, construídos initerrupitamente dia e noite por chineses. Junte-se o trânsito caótico e as gruas, que contam-se às dezenas, e têm-se um cenário que um reporter da Folha de São Paulo um dia batizou de "Blad Runner". Nos primeiros dias, é isso exatamente que Luanda parece. Não deve haver no Brasil nada parecido – talvez o edifício San Vito, ao lado do Mercado Municipal de SP, seja apenas um pequeno ensaio de como as pessoas moram mal. Mas basta ter boa vontade e educar os olhos que as belezas começam a pulular em todos os cantos. Os azulejos, por exemplo, são tão belos ou mais do que os do Convento de São Francisco, em Salvador. Em pouco tempo, já estamos apaixonados pela cidade.
O TRANSPORTE
Não há ônibus ou taxis do tipo que conhecemos no Brasil. Ou têm-se carros (que aqui são muito baratos e das melhores marcas do mundo) ou anda-se de "candonga" um tipo de kombi da Toyota, sempre na cor azul . Andam superlotadas, em alta velocidade, e não tem escrito na frente para onde seguem. Muita coisa dá para resolver a pé.
DOENÇAS
Sofre-se muito ainda de febre amarela (Paludismo), diarréia e outros males tropicais. É preciso estar atento a higiene dos alimentos. Os mais radicais não bebem nada com gelo, com medo da procedência da água. Mosquitos infernizam a gente à noite, mas nada que um ar-condicionado ou repelente não evite.
A HISTÓRIA
Os portugueses exploraram Angola desde muito antes de "descobrir" o Brasil e assim o fizeram até 1975. Uma guerra de libertação nacional já choacoalhava o território desde 1961, levada a cabo por 3 grupos rivais queriam ficar no poder depois que os portugueses se retiraram no bojo do final da ditadura de Salazer. Não houve uma transferência de poder planejada, mais de 800 mil pessoas foram embora em menos de 1 ano, na maior ponte áerea da história da humanidade, e deixaram para trás tudo que não puderam embarcar em navios ou aviões – que pousavam no aeroporto de Luanda a cada 5 minutos e chegavam a levar até 400 passageiros só com a roupa do corpo, no corredor, nas cabinas, nos lavatórios, onde fosse possível escapar. Muitos seguiram para o Brasil. A maioria tinha nascido em Angola, nunca pusera os pés em Portugal, e foi recebida da pior forma possível na terra de D. Sebastião. Ganharam a alcunha de "retornados" e a eles se creditaram todas as mazelas que assolavam o país depois de décadas de ditadura. Duas décadas depois, foram esses "retornados", experimentados no comércio e indústria que sempre praticaram em Angola, que fizeram Portugal crescer e entrar para a Comunidade Européia. Muitos voltaram à Angola e ainda travam embates antropológicos diários com os locais. Feridas são abertas o tempo todo em bares, ruas, praias. Dia desses uma portuguesa confessou: "Se não fôssemos nós a estar cá 500 anos, estariam ainda a viver em cabanas e a usar tamancos de madeira". O povo angolano é educadíssimo, dá bom dia, obrigado e é gentil o tempo inteiro, mas dificilmente nos olha nos olhos. Sinal ainda de submissão ao branco colonizador? Gostaria que não fosse. Cuba sempre Ajudou Angola a se libertar de Portugal e a mandar medicos e professores para cá. A influência do basquete e do andebol é visível nas ruas. Futebol também é muito jogado.
OS BRASILEIROS
São imensamente amados, principalmente quando comparados com os portugueses. Angolanos sabem quase tudo sobre o nosso país. Vêem mais de cinco novelas por dia, conhecem de cor nomes de cidades e estados. Quantas províncias há por aqui? Quem é o presidente? Quem é o grande cantor ou escritor angolano? Não sabemos. Já o contrario…tem uns que citam de cor as praias da Bahia ou os bairros do Rio de Janeiro. Há quatro vôos semanais ligando o Rio a Luanda. Vão e voltam absurdamente lotados de brasileiros (que voltam ao país a cada 3 meses) e de sacoleiras que fazem a alegria dos comerciantes da 25 de Março, em SP. A passagem delas pelos freeshop do aeroporto também é aguardada com expectativa, a cada 4 dias. Brasileiros mais abertos fazem logo amizade com angolanos.
A LÍNGUA
Nem de longe falamos igual aos angolanos ou, em ultimo caso, aos portugueses. São dois idiomas completamente diferentes, cuja unificação desejada pelo acordo ortográfico não vai dar certo nunca. Brasileiros aqui descobrem que falam "errado" até não mais querer. Mas errado sob que ponto de vista? Se for o de um país-continente que cresceu mais do que todos os outros que falam a mesma lingua, criou uma música original e faz a melhor televisão do mundo, não há nada de errado. Falamos "brasileiro", esse é o ponto. Mas aqui, motoristas ou vendedores ambulantes são verdadeiros mestres no uso das próclises, ênclises e mesóclises. Se os gauchos se orgulham de conjugar o pronome "tu" no tempo verbal correto, deveriam rever esse conceito.
AS MULHERES E OS HOMENS
São belíssimos, de deixar qualquer ser humano que se esfalfa para esculpir músculos em academias deprimidíssimo. As angolanas são altas, altivas, orgulhosas da beleza natural que têm, fazem do cabelo obras de arte e estão cada dia mais influenciada pela moda difundida nas novelas brasileiras. Pernas, barriga, bunda, tudo na mais perfeita hamonia. Os homens, por seu turno, chegam à velhice parecendo o Samuel L. Jackson ou o Morgan Freeman. Os ancestrais do Denzel Washington devem ser de outra parte de África. Vê-los todos em propagandas na tv, jornal e outdoors deveria ser um estágio obrigatório para os publicitários e diretores de arte brasileiros, que teimam em retratar o Brasil negro ou mestiço que somos cada vez mais como um metáfora da Suécia.
QUE BRASILEIROS SÃO FAMOSOS AQUI?
Thais Araújo, Lázaro Ramos, Netinho, Alcione, Emílio Santiago, Alexandre Pires, Roberta Miranda, Ritchie, Ivete Sangalo. No jornal de Angola todo dia há duas ou três notas sobre nossos cantores e atores. Em novembro, a TV Globo vai trazer a Banda Calypso para dar um show aqui em comemoração ao Dia da Amizade Brasil-Angola. E por que os angolanos gostam das músicas brasileiras? "Porque somos românticos", respondeu um.
POR QUE ANGOLA ESTÁ BOMBANDO?
Por que em 2002 a guerra civil que assolava o país desde 98 cessou. De lá para cá, a economia cresce a taxas inacreditáveis de 25% ao ano, em média. Petróleo (1,9 milhão de barris/dia) e diamantes (9 milhões de quilates em 2007, sendo que só 40% das reservas foram exploradas) são as duas principais indústrias de base. Mas ainda falta tudo na indústria de transformação. Resultado: tudo que consome-se aqui, exceto pouca coisa de agricultura, é importado. É a cidade mais cara do mundo para estrangeiros de acordo com o Banco Mundial. Uma rodada de pizza com 5 amigos bate fácil nos 100 dólares – moeda corrente aqui também, além do nacional Kwanza (a cotação é de USD 75 para cada 1 Kwz). Construção civil e qualquer tipo de consultoria (obviamente de qualidade) são as demandas mais intensas no país.
A MÚSICA
Três ritmos principais. O Semba, com "esse" mesmo, mais clássico, de bom gusto, recheado de histórias sobre o país e o amor. Paulo Flores é o gande nome. Faleceu dia desses, em Paris, Teta Lando, um grande cantor que ficou anos no exílio e nunca deixou de fazer música angolana. Tem também os ritmos Kuduro, mais da juventude, e o hap, cantando em português. A propaganda da cerveja Cuca é uma das canções mais bonitas que já ouvi.
AS PRAIAS
Tão lindas e de águas claras quanto as do Nordeste.
A BALADA
Concentra-se principalmetne numa ilha estreita e comprida, defronte à baía de Luanda. Há boates, bares, ótimos restaurantes e um frenesi intenso já a partir da quinta-feira. Mas prepare-se: a cada noitada, pelo menos 100 dólares dão tchau a sua carteira se o menor remorso. Fazer baladinhas em casa, então, é o mais acertado.

sexta-feira, agosto 01, 2008

Hebe e eu

Ontem no meio da tarde me chamaram na sala de reuniões e anunciaram que a partir de hoje (sim, vc leu certo, ontem e hoje) eu passo a receber por produção e não terei mais salário fixo.
Ainda não me falaram quanto vou receber pela tal produção... Só tenho garantido mais um salário inteiro, referente às férias - já que hoje completo um ano no escritório.
O fato é que os donos do poder ditam as regras e a gente (Hebe e eu) obedecemos...
Eu preferiria que a situação tivesse sido diametralmente oposta. Mas nem sempre as coisas saem do jeito que a gente planejou.
Talvez meu pensamento não tenha sido tão forte, tão positivo...
Em todo caso, estou cheia de planos, esperanças e algumas perspectivas.
Nada de concreto, por enquanto.
Portanto, acho que vou apelar para a mandinga do Marco Aurélio e pedir aos meus fiéis leitores que amarrem fios dentais nos mouses por mim. Parece que funciona... Vejam aqui. Claro que não tenho tantos leitores qanto meu amigo famoso da blogsfera, por isso meus poucos leitores precisam se esforçar ainda mais nas vibrações positivas.

segunda-feira, julho 28, 2008

Déjà vu


Gente, ontem vi uns pedaços do Fantástico. O que é aquilo???? Fiquei passada, fiquei bege, fiquei até meio envergonhada. Como é que eles copiam as coisas da Internet e da TV a cabo descaradamente, daquele jeito, e nem ficam vermelhos?? (ainda que tenham "licença" para fazer o que fazem...) Eu já tinha visto o vídeo das pessoas que "congelam". Eu já tinha visto aquele programa de adolescentes rebeldes. Foi tudo muito déjà vu pro meu gosto.

Acho que quem tem o hábito de acessar o Blue Bus de vez em quando não precisa ver o Fantástico.

Várias perguntas vieram à minha mente: em primeiro lugar, quais são os limites do "jornalismo"? Se bem que chamar o Fantástico de programa jornalístico é meio ingênuo, também, né? Será que não temos aqui no Brasil coisas mais interessantes e mais "nossas" a serem ditas?? Será que é preciso copiar, ou ficar repetindo que nem papagaio as coisas legais que vêm de lá de fora?? Crise, crise, crise de identidade.... Ai, ai.

As coisas mudaram muito na TV aberta e na Comunicação, de modo geral... Só se vê cópias e mais cópias, descaradas, dos programas lá de fora. Antes, acho que havia certo preconceito contra as coisas importadas, mas também acho que não é preciso exagerar, nem p/ um lado, nem p/ outro. Parece que estamos no extremo oposto, agora. Só presta o que vem lá de fora.

E eu que pensava que o brasileiro era um povo criativo...

Por outro lado, ainda citando o Blue Bus, as Galeries Lafayette (foto acima) estampam uma publicidade criada no Brasil para as Havaianas, aqui. A publicidade brasileira costuma ser festejada no exterior, ganha prêmios, etc e tal. Mas o jornalismo é essa pobreza... Qual será a solução? Será que ninguém enxerga isso??

Assunto número 2: sexta-feira eu fiz parte de uma banca de TCC lá na ECA-USP, onde esudei. Fiquei com a síndrome de Tássia, sabe (tá se achando...). Foi muito legal. E o Lucas, filho da minha amiga Eli, tirou oito e se formou em Audiovisual, um dos cursos mais concorridos da Fuvest. O trabalho dele se chama "Beleza e Desespero". Ele defende a tese que que tanto o filme "Beleza Americana", quanto o seriado "Desperate Housewives" são obras multigênero (que misturam comédia e suspense em uma única cena) - isso resumindo bem. Mas o trabalho dele é muito interessante e talvez vire um artigo em uma revista científica.

Porém, o assunto número 2 também tem relação com o assunto número 1. Foi bem interessante a escolha do tema do trabalho do Lucas. Mas eu ainda acho que o conhecimento científico que geramos aqui no Brasil poderia ser mais voltado para assuntos brasileiros. Mas também pode ser que eu esteja ficando "velha" e que não tenha comprendido a globalização, afinal.

quarta-feira, julho 23, 2008

Vídeo de 1 min sobre a organização de direitos humanos WITNESS

Achei esse vídeo genial. Vi na coluna da Patrícia Marinho no Blue Bus. Ela diz: "A Witness, por exemplo, treina ativistas de direitos humanos a usar videos em suas campanhas. Nasceu do insight de que vídeos podem mudar o mundo". Eu acho fascinante a idéia de mudar o mundo! (acho que por isso sou jornalista, né? apesar de tudo...)
Por mais "cansativo" que soe o termo "direitos humanos", por ter sido tão (mal) explorado na mídia, acho que vale a pena ver o vídeo, sim. E depois, tem só um minuto.

quinta-feira, julho 17, 2008

As famosas redes sociais

As famosas redes sociais

Será que funcionam p/ alguma coisa? Minha única experiência profissional foi trágica: roubaram um projeto meu de um curso de especialização em assessoria de imprensa que eu dei de mão beijada, inocentemente, para uma pessoa de uma universidade do Rio de Janeiro. Ossos do ofício.

Primeiro de tudo foi o icq, logo superado pelo MSN.

Em seguida, foram os blogs. Comecei como leitora e logo fiz o meu primeiro. Antes disso eu já tinha um pseudo-site no hpg (Home Page Grátis, alguém aí lembra disso??). Ele se chamava “Consultório Sentimental”, mas quando fui fazer o blog, alguém, lá em Portugal, já tinha escolhido esse nome, daí ficou “Consulta” mesmo. E veio o Elefante, que me lembra dos aniversários até hoje.

Depois veio o segundo blog, com a função de servir de válvula de escape, p/ desabafar sobre as coisas com as quais eu não concordava quando fazia assessoria de imprensa. Os bastidores são meio sinistros, em minha opinião. Muita manipulação de informação, tráfico de influências, essas coisas....

Eu comecei no Orkut, implorei para ser convidada, era um clã, no começo. Adorei. Fiquei viciada e até entrei em uma comunidade chamada “O Orkut atrapalha a minha vida”. Mas me curei do mal, enjoei, mas não saí. Continuo lá, especialmente p/ vigiar os passos da minha filha, de 15 anos.

Daí, entrei no Plaxo, que importava todos os meus contatos, e mesmo que eu mudasse de emprego e de computador, podia carregar todos os e-mails comigo.

Depois o Plaxo mudou, e eu continuo lá. Dia sim, dia não, chega um email de alguém querendo se conectar. Gente conhecida ou nem tanto. Normalmente eu aceito todo mundo.

Depois veio o MySpace, Facebook, Geni, Shelfari, Twitter, Flickr, Multiply, LinkedIn...

Estou em todos eles. E mais no GTalk também, e em tudo o mais que o Google inventa... Gente, isso tudo é muito cansativo, não? E você? Como andam suas redes sociais??

terça-feira, julho 15, 2008

Pra galera acima dos 45

Pra ajudar uma pesquisa de um aluno da pós-graduação da ESPM.
Como eu sei, na própria carne, como é difícil encontrar gente disposta a colaborar, resolvi botar o link do blog do moço aqui, pra ajudar.
Tb já passei por essa fase de pesquisa de pós e sei bem como é complicado.
Mas o garoto esperto criou um concurso de livro, pra estimular o povo a clicar lá nas cruzinhas.
É fácil, rápido e não dói. Acho que ele vai conseguir, sim.
E a pessoa não precisa nem se identificar.
Sei que tenho poucos leitores nessa faixa etária, mas quem sabe podem encaminhar aos pais, mães e avós...

http://conectandogeracoes.blogspot.com/

Vai lá.

Limites

Outra perguntinha básica: deve o funcionário colocar limites no seu chefe? Pode o chefe pedir gentilmente ao funcionário que ele trabalhe no feriado? Isso levando em conta que esse funcionário faltou vários dias para ir a consultas médicas, em função de uma cirurgia que precisa fazer....

E o cliente? Pode tudo? Sempre tem razão?

Respostas, como sempre, nos comments, plizzz....

terça-feira, julho 08, 2008

Operacional ou estratégica?


Não é dejà vú (será que escrevi certo??), não. Agora a dúvida é outra.
Nem lendo toda a coleção da Você S/A vou conseguir decifrar o mistério da esfinge: como deixar de ser operacional e começar a ser estratégica?
Como ser chamada para as reuniões importantes?
Como fazer com que outra pessoa carregue o piano e você receba os aplausos?
É mais ou menos essa a minha dúvida de hoje.
Já fui preterida a uma vaga em uma multinacional com esse discurso.
E hoje vejo que o fantasma voltou a me perseguir.
Respostas nos comments, please!

sábado, julho 05, 2008

Resposta


O escalafobético matou a charada (gostei muito, obrigada!!):


escalafobetico deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Quando o chefe sabe menos": Nunca achei que chefe deve saber mais. Na minha modesta opinião, chefe deve ser líder, deve ser motivador, deve ser coach, deve saber ouvir, deve manjar de estratégia, estar alinhado com o business corporativo, deve ser uma montanha de coisas mais difícil do que saber isso ou aquilo, deve saber ser "chefe". Acho que é muito mais difícil ser chefe que ser subordinado. Beijos, bom final de semana pra ti

quarta-feira, julho 02, 2008

Por que não leio más notícias


Sabe quando as pessoas chegam e comentam assim: "você viu tal notícia?" - geralmente com um conteúdo escabroso. Você, se ainda não viu a tal notícia, tende a se auto-julgar é uma pessoa mal-informada. Mas dependendo da notícia, eu prefiro ser mal informada. A imprensa tem aquela tendência - nossa velha conhecida - de ser parcial, ou seja, só vira notícia a má notícia. Se um grupo de 5 mil pessoas faz uma festa e dá tudo certo, isso não é notícia. Mas se acontece algo fora do planejado, a TV aparece, e vira uma festa.

Eu aprendi que podemos ser seletivos e só ler o que faz bem p/ a nossa alma. Por isso, não leio e nem comento más notícias. Embora eu seja jornalista. É meio contraditório, mas posso garantir que foi uma das melhores decisões que tomei na minha vida.

Acho que existe uma ilusão: como se você estivesse "participando" ao ler todas as notícias e formar uma opinião sobre os acontecimentos. Mas isso não é participar. Participar é fazer alguma coisa, efetivamente, para que más notícias deixem de acontecer.

Contribuir, de alguma forma, para que o mundo melhore. O que nós fazemos nesse sentido?? Muitas vezes, nada. Ficar repetindo as más notícias, ainda que para criticar, não leva a nada. Concorda?

terça-feira, julho 01, 2008

Realização profissional


Eu sempre fico repetindo para mim mesma que aos 50 anos eu deveria ser uma pessoa realizada profissionalmente. Por um lado até que sou, mas por outro, tenho consciência que ainda não me sinto totalmente realizada. Isso é bom, porque continuo na luta.

Mas aconteceu um fato inédito na minha carreira de jornalista e hoje eu posso até dizer que sou uma jornalsta realizada profissionalmente. Finalmente, aquele meu sonho de estudante de jornalismo encontrou um lugar e um momento certo de se tornar realidade. Fui convidada para ajudar no Seareiro, o jornal da instituição espírita onde eu trabalho aos sábados de manhã. E no sábado passado teve uma reunião em que eu fui formalmente convidada para ser a coordenadora do Seareiro.

Gente, fiquei muito, mas muito feliz.

Tem muito trabalho pela frente e não acho que eu seja capaz de fazer tudo sozinha. Já existe uma equipe de trabalhadores que fazem o jornal - que já está na edição número 99!! É um trabalho voluntário, mas que a gente quer que seja levado com profissionalismo. Estou ultramega-super-hiper-animada com mais essa tarefa!!! Bom, né??

quinta-feira, junho 26, 2008

Ceres


Eu gosto quando alguém chega assim "do nada" no meu blog. Agora, precisa me agredir, também assim "do nada"?

A Ceres ficou ofendidíssima com um post meu sobre a ECA. Meu objetivo era apenas o de desmistificar essa incensada instituição de ensino, onde estudei. Não é tudo isso. Só isso eu queria dizer. No entanto, a Ceres deixou um comentário bem desagradável sobre a minha pessoa. Não a conheço, não sei quem ela é e nem como veio parar aqui.

Ceres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Aberta a temporada de prêmios!":

ah, é claro, os livros mudam, da graduação pra pós.... tem a versão 1 e 2 de todos os clássicos.... fala sério, acha que livro é apostila....ah eca é bagunçada, falta infra estrutura, mas eu fiz meia duzia de jornais, e achei jornal demais.... a faculdade tem q fazer vc pensar.... fazer jornal vc vai fazer pro resto da vida...o melhor da eca são os alunos mesmo.... mas talvez eu tivesse outra opinião se estudasse com vc...

Eu não acho que livro é apostila, de onde será que ela tirou isso??

Meia dúzia de jornais é jornal demais?? Também não concordo.

A faculdade tem que fazer você pensar?? Não é muita responsabilidade, não? Ou é bem a coisa pretensiosa da ECA, achar que nenhum jovem sabe "pensar".... É que nem os EUA que "pensam" que eles têm a responsabilidade de "salva o mundo"....

Fazer jornal é o qe vc vai fazer pro resto da vida?? Também não é bem assim, porque mais da metade dos "jornalistas" formaos pelas faculdades vão acabar nas assessorias de imprensa. Não fiz nenhuma pesquisa, não, mas aposto que a média deve ser mais ou menos essa.

Daí, fui pesquisar e descobri o significado do seu nome. Um nome com um significado tão bonito...

Ceres, a deusa romana das plantas que brotam e do amor maternal, equivale à Deméter na mitologia grega. Ela era filha de Saturno e Cibele, era também amante e irmã de Júpiter, normalmente era vista com um cesto de flores e frutos, um cetro e uma coroa feita de orelhas de trigo. Ceres pediu a Júpiter para que a Sicília fosse colocada nos céus, então ele criou a constelação Triangulum, que antigamente se chamava Sicília. A palavra “cereal” deriva do nome da deusa romana, associando a imagem da deusa aos grãos comestíveis.

Por que tanta agressividade, Ceres?

Eu respeito todas as opiniões, de todas as pessoas que vêm aqui. Embora não seja obrigada a concordar com tudo, ainda mais aqui no "meu" blog!!! Mas vc não precisa ficar tão brava assim... E não, não era versão 2 do livro, era o MESMO e ultrapassado livro.

quarta-feira, junho 25, 2008

Cansaço


Muita vontade de ter férias. Muita mesmo. Mas férias com "efe" maiúsculo. Uns 15 dias na Europa, por exemplo. Me deixem sonhar alto, vá. Please. Por enquanto o que tem de muito aqui é só mesmo trabalho. Caracteres e mais caracteres. Os caracteres me perseguem... rsrsrsrs (o jeito é rir pra não chorar). Tchau.

quinta-feira, junho 19, 2008

Muita informação?


Não tem uns dias em que vc acha que não consegue acompanhar tudo de interessante que acontece nessa tal de web 2.0? Me dá uma aflição danada entrar no twitter, depois no orkut, depois no shelfari, depois não sei mais aonde... Ah, sim! E tem o geni, com a árvore genealógica de toda a minha família.... (By the way, tô com muita preguiça de botar os hiperlinks aqui. É só jogar no Google e achar, se vc quiser).

Mas preciso contar aqui um fato que aconteceu ontem e que não tem nada a ver com a web 2.0 e sim com um dos meios de comunicação mais antigos que existem, o rádio. No caso, a Eldorado, de novo. É que ouço a Rose de Oliveira (foto acima)há tempos e resolvi mandar um e-mail pra ela (coisa de fã, vá lá, assumo, pronto). Não é que ela me leu no ar, na mesma horinha que eu mandei o email?? UAU!! Foi muito emocionante, muito anos 50.

sexta-feira, junho 13, 2008

Quem é a favor de mais um imposto levanta a mão!


Eu já assinei o abaixo-assinado eletrônico da Rádio Eldorado. E você? Acho que é o mínimo que a gente pode fazer. Já é uma atitude politica. Já é alguma coisa....
Eu gosto da Eldorado. Esse papo de neutralidade no Jornalismo não existe. Mesmo quando a gente deixa de tomar uma posição em alguma questão, já é uma posição. Isso de ficar em cima do muro não tá com nada.

sexta-feira, maio 30, 2008

Blog faz bem à saúde

Não, Fran, o processo não caduca (eu tb achava isso)!! Graças à minha querida amiga Nana, que é advogada e tem intimidade lá com as tais das leis, me cadastrei lá no site a agora receberei updates sempre que tiver alguma novidade nesse processo odioso. Sempre que me lembro dele me dá um sentimento horrível na barriga, sei lá, uma coisa meio inexplicável. Por isso, melhor mudar de assunto rapidinho.

Olha que legal essa outra notícia que vi hj no Blue Bus:

Expressar sentimentos num blog faz bem à saude, diz pesquisa08:32 Expressar seus pensamentos e emoçoes através de um blog pode bom para a saúde, diz uma materia da revista Scientific American. Entre os beneficios de se expressar atraves da escrita estao a melhoria a memoria e do sono, o estimulo à atividade imunológica das celulas e a aceleraçao da recuperaçao após uma cirurgia. Em fevereiro, um estudo na França com pacientes com cancer indicou que os que se envolveram com a escrita logo antes do tratamento se sentiram melhor, mental e fisicamente, do que os que nao fizeram isso. Ainda segundo a materia, blogar pode liberar dopamina, um neurotransmissor que estimula o sistema nervoso central, da mesma maneira que outras atividades como ouvir musica, correr ou ver obras de arte. E ainda mais, a possibilidade de resposta imediata oferece a quem escreve o beneficio de encontrar outras pessoas em situaçao similar. Dica do Gawker. 30/05 Blue Bus

Eu adoro o Blue Bus, acompanho desde o ano 2000, por aí (eles andam perguntando isso agora no site). Mas esse lance deles com os acentos das palavras é meio bizarro, né?? Antes, nenhuma palavra era acentuada por causa do programa lá que eles usavam. Mas agora, tá um samba do crioulo doido. Umas palavras com acentos, outras sem... Vai entender... Enfim, eles são bons. E a Yami escreve lá, outra amiga muito querida.

Aquelas amizades que fiz no ano em que trabalhei no TCInet ficaram mesmo fixadas pra sempre. Que coisa, né?? Além da Yami, também conheci lá a Fran, a Estela, o André (o Bauer eu já conhecia), a Lu Fleury (ela era do Paralela), a Monica Miglio, a Regina, a Lusaito, a Dri Lutfi, o Edu Lima, o Rafa, o Josafá, a Alexandrina, o Marcelo Ayres, tanta gente... Isso só confirma aquele ditado: "tudo que é bom dura pouco". Tô nostálgica hoje. Deve ser coisa de inferno astral. Balanço da vida, essas coisas....

terça-feira, maio 27, 2008

E-mail para o Sindicato dos Jornalistas de SP

(que cuida do meu processo trabalhista contra a Gazeta de Pinheiros desde 1989)

Boa tarde, pessoal do Sindicato.

Eu tenho um processo trabalhista aí que está ficando "caduco". Engraçado, mas ainda não perdi a fé na Justiça desse País.

Vejam vocês a nota que saiu hoje na coluna da Mônica Bérgamo, na Folha, reproduzida no Blue Bus:

O apartamento de 25 milhoes de reais na Vieira Souto, em Ipanema
09:44 Nota da coluna da Monica Bergamo hoje na Folha, aqui para assinantes, diz que está sendo paquerado no mercado imobiliario do Rio uma cobertura na Vieira Souto que seria um dos apartamentos mais sofisticados do Brasil. O valor estimado está entre R$ 20 milhoes e R$ 25 milhoes. Mora nele Vera Andrade, ex mulher do empreiteiro Sergio Andrade, da Andrade Gutierrez. Ouvida pela coluna, ela nao confirmou a informaçao sobre o interesse do mercado pelo imovel. Mas Monica insiste que, no mesmo predio, um outro apartamento, de Caetano Veloso e Paula Lavigne, já recebeu ofertas de R$ 12 milhoes. 27/05 Blue Bus

Quando eu trabalhei na Gazeta de Pinheiros, os herdeiros dessa mesma família, Marília Andrade (ex do atual da Marta Suplicy) e seu irmão, Flávio Andrade, petistas, "brincavam" de fazer jornal. Agora, vê se pode.

POR QUE ELES NÃO ME PAGAM, DE UMA VEZ POR TODAS?????

Existe Justiça nesse País ou devo perder minhas últimas esperanças?

(desculpem o tom do meu e-mail, que vai virar um post no meu blog, inclusive, mas eu simplesmente não agüento ver uma injustiça dessas e continuar calada).

Obrigada pela atenção.

Silvia

segunda-feira, maio 26, 2008

Apelidos 2

Quando voltei a trabalhar aqui na Conteúdo, foi resgatado meu apelido, dado pela Sol (Sylvester Stalone).

Daí, fizemos uma tentativa de dar apelidos trocados a todo mundo.

Patrícia: Patrick Swayze
Obede: Ophra Winfrey
Renata Salles: Ray Charles
Renata Mesquita: Rick Moranis
Monica: Macaulay Culkin
Keila: Kevin Costner
Sol: Samuel L. Jackson
Rodrigo (que estava no Panamá): Rosamaria Murtinho

Se a Roberta ainda estivesse com a gente (snif, snif) ia ser o Robert De Niro!Sim, e antes que você pense que a gente não trabalha, sim, a gente trabalha e muito. Mas que trabalhar com bom humor é MUITO melhor, isso é, né??

Atualizando, já que muita gente entrou e saiu e a gente tá precisando atualizar a listinha:

Alan: Alanis Morissette
Carolina: Charles Miller
Irene Barella: ??
Keila: Kevin Costner
Marco Aurélio: Marcia Goldschmidt
Obede: Ophra Winfrey
Patrícia: Patrick Swayze
Sueli: Steven Seagal

segunda-feira, maio 12, 2008

Lots ou lotes de trabalho


São caracteres e mais caracteres de textos a serem revisados e/ou produzidos. Acaba um, começa outro e assim vai. A gente brinca que a editora parece assim uma pastelaria, e as matérias e textos são os pastéis. Ou as pizzas.


Ainda bem que eu gosto das palavras, das letrinhas que se emendam umas nas outras, das idéias que se encadeiam (ou não) e nem ligo se querem mexer em uma cosinha ou outra. Normal.


O fato é que tem trabalho, muito trabalho.


Que bom!!!! (ficar sem trabalho é muito, muito, MUITO pior).


Eu sei disso, porque vivi na pela, ou melhor, na carne.


Só espero que todos os jornalistas tenham a mesma sorte que eu estou tendo no presente momento.


E, por favor, chega das mesmas notícias, sim??


Obrigada,


Silvia

quarta-feira, abril 30, 2008

Always on

Nem todo mundo tem direito a aproveitar um feriado emendado. O chamado "feriadão". Jornalistas são profissionais que minha filha chamaria de "bizarros": ganham mal, em comparação a outros profissionais, trabalham mais horas na frente do computador que a maioria dos outros trabalhadores e - pasme!! - trabalham até no Dia do Trabalho!! Ó ironia das ironias....

quarta-feira, abril 23, 2008

O misterioso blog do Contorcionista


Sobre o post anterior, Contorcionista disse...
Pensei a mesma coisa. Aliás, logo que a terra tremeu fui correndo pro micro e postei no meu blog.

Mas eu não tenho o link do blog dele/dela (?) p/ conferir e retribuir a gentileza do comentário... Ou então não tenho o link certo. Porque no link que eu tenho - esse aqui - não tem esse post...

terça-feira, abril 22, 2008

Terremoto em São Paulo


E Deus disse assim:
- Chega de importunar a menina Isabela. Vcs querem assunto?? Então, toma aí um terremoto.
Amanhã vai estar em todos os jornais, emissoras de rádio e TV.
Foi de 5,2 graus, segundo o G1.

sexta-feira, abril 18, 2008

Carta a um amigo


Meu caro amigo Alexandre,

Vamos lá. Confesso que estou exausta desse assunto ultra-mega desagradável, mas preciso te explicar uma coisinha. E, com isso, colocar um ponto final nesse tema.

Primeiro, pra quem ainda não viu o comentário do meu amigo, reproduzo aqui. Ele disse assim:

Desse jeito, você está apenas fazendo juízo de valor e querendo impor sua opinião sobre os outros. As mulheres têm, sim, o direito de decidir quando querem botar um filho no mundo. Qualquer argumento usado para tentar quebrar essa permissão não passa de conversa-mole.

Você pode pensar assim, Alê, cada um pode pensar como quiser. Não, eu não tento "impor" meu ponto de vista a ninguém, não. Só quero divulgar o que eu penso sobre o assunto e cada um que tire sua própria conclusão. Convencer e impor são dois verbos com sentidos totalmente diferentes. Concorda?

O que eu acho é que a mídia fala muito pouco no assunto e quando fala, fala errado, geralmente no mesmo tom que você usa no seu comentário. A maior parte dos jornalistas pensa como você.

Mas eu não. Acredito que nenhum de nós será cobrado por aquilo que não conhecemos ainda. Mas eu não poderei ser acusada de não ter pelo menos tentado repartir o que eu sei com mais gente. Não tenho o direito de guardar o que sei só para mim.

E eu sei que existe um lugar chamado "Vale dos Rejeitados". Eu sei que no plano espiritual existem consciências extrafísicas que se deparam com o seu perispírito totalmente deformado, por terem provocado ou por terem sido vítimas desse ato cruel e egoísta que é o aborto. Eu sei que essa experiência dolorosa traz graves conseqüências. Eu sei que o arrependimento é o pior "inferno" que pode existir.

Mas - veja bem - nem assim condeno as pessoas que cometem esse ato. Condeno, isso sim, o ato. É uma diferença sutil, mas é diferente.

Nós não temos o direito de julgar ninguém, principalmente aqueles que não têm a mesma fé. Parênteses: a fé não é tão importante, mais importante é o caráter. Fecha.

Então, meu querido Alê, na qualidade de jornalista e de "dona" desse espaço virtual aqui, eu resolvi botar o dedo na ferida, ser uma voz dissonante da maioria. Resolvi avisar que existem conseqüências para esse ato, e que essas conseqüências podem ser bem pesadas, proporcionais ao quanto essa pessoa "sabe" a respeito das coisas da vida, de Deus, de Jesus, esses caras tão falados, mas tão incompreendidos nos dias de hoje.

Uso esse meu espaço aqui pra GRITAR, aos quatro cantos do mundo (pelo menos p/ quem entende português e que cai aqui por acaso, ao navegar na web) que SIM, ABORTO É CRIME, É ASSASSINATO, SIM, DA PIOR ESPÉCIE. Isso porque é um ato que acontece na surdina, por baixo dos panos, na clandestinidade, em nome de uma "liberdade" falsa, de um suposto "direito"da mulher fazer e acontecer. De fazer o que ela quiser com seu corpo.

Só que sexo é (ou deveria ser) uma comunhão de corpos e almas, e nada acontece por acaso.

Agora pasme: eu não sou a favor nem mesmo do aborto que é feito em função da concepção resultante de um estupro, assim como a nossa lei até permite.

Meu amigo, existem tantos métodos anticoncepcionais... A ciência avançou tanto nessa direção, para que nós possamos "curtir" o sexo numa boa (ele também é um ato sublime), então por que não usá-los? Por que deixar a vida se instalar para depois arrebatá-la?

Eu pensava, antes, que existia um momento mágico em que o "Espírito" se ligaria àquele feto. Mas hoje sei que não é assim. Antes mesmo do encontro do óvulo com o espermatozóide a vida que se instalará ali já está determinada, planejada, já existe "alguém" destinado a ser recebido por aquela mulher.

Por isso, o aborto não é algo natural, não é minimamente aceitável. Nem humano é, esse ato. Ao contrário, é desumano, cruel, covarde. O feto é descartado como se fosse lixo. É muito triste!!!

Se você quiser pensar de outra forma tem toda a liberdade. É o que nós, espíritas kardecistas, chamamos de livre arbítrio.

Mas nem por isso vou deixar de registrar aqui o meu sentimento a respeito desse assunto. Nem por isso vou deixar de dizer o que eu penso. Até porque eu acho que alguém precisa tentar fazer o que a mídia não faz, ou seja, divulgar certas verdades pouco faladas do Mundo Espiritual.

Mas sei que talvez ainda não seja o momento de todos nós acreditarmos nas mesmas coisas. Tudo bem. Meu recado foi dado. É isso aí.

Abraços,

Silvia

terça-feira, abril 15, 2008

O dedo na ferida


A imprensa é assim: fica batendo na mesma tecla over and over and over. Até todo mundo enjoar daquele assunto.


Mas de certos assuntos, a imprensa simplesmente não trata, ou trata de forma superficial, errada. O aborto, por exemplo. O Brasil é um país em que o índice de aborto é altíssimo. Se não existissem meios anticoncepcionais eficientes e modernos, vá lá (ou melhor, nem assim eu aceito essa idéia assassina). Mas se existem tais métodos, à disposição de todos, o aborto deixa de ser um crime justificável. Sim, um crime. É um crime ainda mais covarde, porque aquele feto não tem como se defender e nem como gritar por socorro.


Eu espero que mais pessoas pensem como eu, por elas mesmas. Porque se for depender da "imprensa", da "mídia" para esclarecer sobre esse fato, pode esperar sentado/a. Aí, as pessoas começam a pensar que as mulheres têm o direito de decidir sobre seu corpo, e tal. Papo furado. Ali naquele feto pulsa uma vida. Um projeto de vida. Desde o primeiro instante que o óvulo se junta ao espermatozóide e até mesmo muito antes. Quem acha que tem o direito de acabar com aquela vida está sim cometendo um crime covarde. É isso que eu penso.


Não conheço ninguém que tenha feito um aborto e que não se sinta mal (muito mal) com isso.

Não é a mesma coisa que ir à farmácia e tomar um remédio qualquer para dor de cabeça. Não é.

É muito diferente. É um crime (ainda bem que é crime também na lesgislação brasileira) e é algo do que se envergonhar. Mas quem se arrepende já dá um passo em direção à evolução e o erro sempre pode ser reparado.


Ando repetitiva, porque falei desse mesmo assunto no Consulta Sentimental. Mas preciso falar aqui de novo, porque acho que a imprensa brasileira precisa mudar o foco das suas pautas. E faz tanto tempo que não vejo nenhuma matéria sobre o assunto!! Ou as que vejo relativizam a coisa, suavizam o ato brutal que é um aborto.


O mais chocante é ver médicos que juraram defender a vida cometendo esse crime a torto e a direito... E parece que só a Igreja Católica é que fica lá sozinha defendendo a vida. A Igreja Católica tem algumas falhas, mas é um mérito dela essa defesa da vida.


Ah! Encontrei uma notícia atual aqui sobre o assunto. Uma notinha mirrada. Porque não se vai atrás das estatísticas sobre o aborto, não se faz um quadro, um infográfico, mostrando a posição do Brasil nessa triste estatística? Por que não se entrevistam mulheres que cometeram esse crime e que hoje mal conseguem conviver com a sua própria consciência? Ou que ficaram inférteis em função do aborto? Porque nesse caso não dá pra ouvir o "outro lado", conforme a velha regrinha da Folha de S. Paulo, o feto não fala!!! Se falasse, gritaria por socorro e pediria: "não me mate, mamãe!" Por isso que eu digo que a imprensa tem um sério problema de "pauta"!!!

Eu sou aquela pessoa que prefere os assuntos leves e os temas alto astral. Mas achei que estava na hora de botar o dedo na ferida. Nossa, como me senti mal ao buscar uma imagem para esse post.... My God!! All we need is love.