
Gente, ontem vi uns pedaços do Fantástico. O que é aquilo???? Fiquei passada, fiquei bege, fiquei até meio envergonhada. Como é que eles copiam as coisas da Internet e da TV a cabo descaradamente, daquele jeito, e nem ficam vermelhos?? (ainda que tenham "licença" para fazer o que fazem...) Eu já tinha visto o vídeo das pessoas que "congelam". Eu já tinha visto aquele programa de adolescentes rebeldes. Foi tudo muito déjà vu pro meu gosto.
Acho que quem tem o hábito de acessar o Blue Bus de vez em quando não precisa ver o Fantástico.
Várias perguntas vieram à minha mente: em primeiro lugar, quais são os limites do "jornalismo"? Se bem que chamar o Fantástico de programa jornalístico é meio ingênuo, também, né? Será que não temos aqui no Brasil coisas mais interessantes e mais "nossas" a serem ditas?? Será que é preciso copiar, ou ficar repetindo que nem papagaio as coisas legais que vêm de lá de fora?? Crise, crise, crise de identidade.... Ai, ai.
As coisas mudaram muito na TV aberta e na Comunicação, de modo geral... Só se vê cópias e mais cópias, descaradas, dos programas lá de fora. Antes, acho que havia certo preconceito contra as coisas importadas, mas também acho que não é preciso exagerar, nem p/ um lado, nem p/ outro. Parece que estamos no extremo oposto, agora. Só presta o que vem lá de fora.
E eu que pensava que o brasileiro era um povo criativo...
Por outro lado, ainda citando o Blue Bus, as Galeries Lafayette (foto acima) estampam uma publicidade criada no Brasil para as Havaianas, aqui. A publicidade brasileira costuma ser festejada no exterior, ganha prêmios, etc e tal. Mas o jornalismo é essa pobreza... Qual será a solução? Será que ninguém enxerga isso??
Assunto número 2: sexta-feira eu fiz parte de uma banca de TCC lá na ECA-USP, onde esudei. Fiquei com a síndrome de Tássia, sabe (tá se achando...). Foi muito legal. E o Lucas, filho da minha amiga Eli, tirou oito e se formou em Audiovisual, um dos cursos mais concorridos da Fuvest. O trabalho dele se chama "Beleza e Desespero". Ele defende a tese que que tanto o filme "Beleza Americana", quanto o seriado "Desperate Housewives" são obras multigênero (que misturam comédia e suspense em uma única cena) - isso resumindo bem. Mas o trabalho dele é muito interessante e talvez vire um artigo em uma revista científica.
Porém, o assunto número 2 também tem relação com o assunto número 1. Foi bem interessante a escolha do tema do trabalho do Lucas. Mas eu ainda acho que o conhecimento científico que geramos aqui no Brasil poderia ser mais voltado para assuntos brasileiros. Mas também pode ser que eu esteja ficando "velha" e que não tenha comprendido a globalização, afinal.
Acho que quem tem o hábito de acessar o Blue Bus de vez em quando não precisa ver o Fantástico.
Várias perguntas vieram à minha mente: em primeiro lugar, quais são os limites do "jornalismo"? Se bem que chamar o Fantástico de programa jornalístico é meio ingênuo, também, né? Será que não temos aqui no Brasil coisas mais interessantes e mais "nossas" a serem ditas?? Será que é preciso copiar, ou ficar repetindo que nem papagaio as coisas legais que vêm de lá de fora?? Crise, crise, crise de identidade.... Ai, ai.
As coisas mudaram muito na TV aberta e na Comunicação, de modo geral... Só se vê cópias e mais cópias, descaradas, dos programas lá de fora. Antes, acho que havia certo preconceito contra as coisas importadas, mas também acho que não é preciso exagerar, nem p/ um lado, nem p/ outro. Parece que estamos no extremo oposto, agora. Só presta o que vem lá de fora.
E eu que pensava que o brasileiro era um povo criativo...
Por outro lado, ainda citando o Blue Bus, as Galeries Lafayette (foto acima) estampam uma publicidade criada no Brasil para as Havaianas, aqui. A publicidade brasileira costuma ser festejada no exterior, ganha prêmios, etc e tal. Mas o jornalismo é essa pobreza... Qual será a solução? Será que ninguém enxerga isso??
Assunto número 2: sexta-feira eu fiz parte de uma banca de TCC lá na ECA-USP, onde esudei. Fiquei com a síndrome de Tássia, sabe (tá se achando...). Foi muito legal. E o Lucas, filho da minha amiga Eli, tirou oito e se formou em Audiovisual, um dos cursos mais concorridos da Fuvest. O trabalho dele se chama "Beleza e Desespero". Ele defende a tese que que tanto o filme "Beleza Americana", quanto o seriado "Desperate Housewives" são obras multigênero (que misturam comédia e suspense em uma única cena) - isso resumindo bem. Mas o trabalho dele é muito interessante e talvez vire um artigo em uma revista científica.
Porém, o assunto número 2 também tem relação com o assunto número 1. Foi bem interessante a escolha do tema do trabalho do Lucas. Mas eu ainda acho que o conhecimento científico que geramos aqui no Brasil poderia ser mais voltado para assuntos brasileiros. Mas também pode ser que eu esteja ficando "velha" e que não tenha comprendido a globalização, afinal.