Então, a palestra vai ser no dia 17 (e não 19, como eu pensava).
Vou falar para um grupo de mulheres sobre tecnologia.
Agora, fazendo aqui minha apresentação, descobri que tenho muito a falar.
Uma trajetória de 7 anos na área não é brincadeira!
Às vezes, conforme a pessoa com quem converso, me acho bem ignorante ainda, uma vez que a área tem inúmeras sub-áreas e que a coisa evolui muito rapidamente.
Outras vezes, como agora, formatando essa apresentação, acho que já construí um conhecimento bem consistente.
Mas para um jornalista, que sabe tudo superficialmente, um conhecimento consistente é algo difícil de se mensurar.
Enfim, é a vida.
Hoje, para evitar qualquer tipo de pressão bloglinística, entrei no login do Guilherme. Assim, posso escrever sossegada.
Minha dúvida é: escrever é o meu talento. Isso eu já sei. Mas não é assim um talento "menor"? Quero dizer, muita gente precisa saber escrever: advogados, gente que faz mestrado, doutorado, gente que escreve ficção, além de nós, jornalistas. (explicação da foto: foto que eu fiz para um trabalho do curso de pós-graduação sobre a "popularização" da arte, quando copos de requeijão estampavam obras de arte e eu não me incomodava ao pagar mais caro por eles - OK, não tem muito a ver, é mais pra ilustrar e é uma foto feita por mim, pra variar).
Só sei dizer que hoje comecei o dia com um elogio. O cliente admirou-se ao ver que de uma conversa de meia hora por telefone, eu consegui escrever um artigo até que bem arrumadinho.
Fiquei feliz com o elogio! Minha chefe, por sua vez, mandou outro elogio em cima do elogio do cliente. Oh, dia feliz! Mas por que raios esse talento não rende um bom dinheiro?
Se eu fosse atriz, sei lá... jogador (sim, no masculino) de futebol... ganharia o quíntuplo do que eu ganho. Porém, se fosse instrumentista talvez ganhasse ainda menos.
Que talento vale mais? Isso é justo?? O que você acha??






